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Nesta terça-feira (8), Dia da Amazônia, foram criadas quatro novas reservas de desenvolvimento sustentável no estado do Amazonas, por decreto presidencial. Juntas, as áreas somam quase 670 mil hectares e têm como objetivo proteger a biodiversidade e o modo de vida das populações locais, permitindo o uso sustentável dos recursos naturais pelos moradores.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destacou a importância das novas unidades: “Daremos mais um passo fundamental nessa direção, com a assinatura dos decretos de criação de quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas: Tupana e Igapó-Açu 1, Tupana e Igapó-Açu 2, Canaã e Mirari. Serão mais 668 mil hectares para fortalecer a proteção da região da BR-319.”
As reservas Tupana Igapó-Açu I e II e as reservas Canaã e Mirari estão localizadas na região de influência da BR-319, no Sul do Amazonas.
Durante o evento, também foi assinada a ampliação do Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, em quase 7,2 mil hectares, totalizando agora aproximadamente 13,5 mil hectares.
Além disso, o Serviço Florestal Brasileiro assinou contratos de concessão florestal de duas unidades de manejo da Floresta Nacional de Humaitá, também no Amazonas, pelo prazo de 40 anos. Os contratos preveem R$ 240 milhões em investimentos ao longo da vigência, além de permitir a extração legal de mais de dois milhões de metros cúbicos de madeira e a geração de quase mil empregos diretos e indiretos.
O BNDES anunciou aportes de R$ 50 milhões do Fundo Amazônia ao projeto Naturezas Quilombolas, que apoia a gestão ambiental em mais de 16 territórios por meio da Fundação Guamá. O banco também financiará R$ 180 milhões, pelo Fundo Clima, para a restauração ecológica de dez mil hectares da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará.
Análise WeekNews: A criação das reservas e os anúncios de investimentos concentrados na região da BR-319 indicam uma ação coordenada para reforçar a proteção ambiental em uma área de expansão da fronteira rodoviária. A combinação de novas unidades de conservação, concessões florestais e aportes financeiros sugere uma estratégia de desenvolvimento sustentável que busca conciliar preservação e atividades econômicas legais na Amazônia.
Fonte: Agência Brasil.
