
A paulista Luisa Stefani disputa, nesta quarta-feira (9), uma vaga na final de duplas femininas do US Open. Ela e a canadense Gabriela Dabrowski, atuais número 4 e 3 do mundo, respectivamente, enfrentam as norte-americanas Robin Montgomery e Ashlyn Krueger por volta das 18h (horário de Brasília), na quadra Louis Armstrong, em Nova York.
A partida está marcada como o quinto e último jogo do dia no local. O US Open é disputado desde 1978 no complexo Flushing Meadows–Corona Park, um dos quatro Grand Slams do tênis mundial.
A classificação para as semifinais veio na noite de terça-feira (8), quando a dupla brasileira-canadense venceu as chinesas Jiang Xinyu e Zhang Shuai por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, em 1h32 de jogo, na quadra 17 do complexo.
“Hoje [terça], foi uma questão de paciência em ficar no plano de jogo, voltar para o nosso trabalho de novo e de novo e de novo. Fizemos um bom trabalho em segurar o nosso saque mesmo quando ficou duro e pegamos o momento no final do segundo set para fechar em dois sets”, disse Luisa, em comunicado à imprensa.
Em 2026, a parceria com Dabrowski alcançou pelo menos as semifinais em todos os Grand Slams. O melhor resultado até agora foi o vice-campeonato em Wimbledon, em Londres. A dupla também conquistou três títulos no circuito da WTA nesta temporada: em Dubai (Emirados Árabes Unidos), Estrasburgo (França) e Eastbourne (Inglaterra).
Esta é a terceira vez que Luisa chega às semifinais do US Open. Em 2021, ao lado de Dabrowski, ela sofreu uma lesão no joelho direito durante o jogo que valia vaga na final, o que a afastou das quadras por mais de um ano. Em 2023, com a norte-americana Jennifer Brady, caiu na semifinal para Laura Siegemund e Vera Zvonareva.
Com o resultado desta semana, a paulista garantiu, no mínimo, a terceira posição no ranking de duplas da WTA na atualização da próxima segunda-feira (14), ultrapassando a própria Dabrowski. Se conquistar o título, Luisa deixará o torneio como vice-líder, atrás apenas da tcheca Katerina Siniakova.
A brasileira busca o primeiro título de Grand Slam em duplas femininas. Nas duplas mistas, ela venceu o Aberto da Austrália de 2023 com o gaúcho Rafael Matos.
Análise WeekNews: A consistência da parceria com Dabrowski em 2026, com semifinais em todos os Grand Slams e três títulos no circuito, indica que a dupla se consolidou como uma das forças da modalidade. A possível ultrapassagem no ranking sobre a própria companheira, caso o desempenho se confirme, tende a reforçar a posição de Luisa como uma das principais referências do tênis feminino brasileiro na atualidade.
Fonte: Agência Brasil.
