25 anos do 11 de Setembro: imagens que marcaram uma geração e o julgamento que só ocorre em 2028

25 anos do 11 de Setembro: imagens que marcaram uma geração e o julgamento que só ocorre em 2028
Fonte da imagem: Agência Brasil


Vinte e cinco anos após os ataques de 11 de setembro de 2001, as cenas das Torres Gêmeas de Nova York envoltas em fumaça continuam entre as imagens mais conhecidas e lembradas do século 21. Quase 3 mil pessoas morreram quando terroristas da Al Qaeda sequestraram aviões e os lançaram contra o World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no condado de Arlington, Virgínia. Um quarto avião caiu na zona rural de Shanksville, na Pensilvânia.

Para o professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a repetição das imagens das torres desabando, transmitidas ao vivo pela televisão, produziu um trauma em escala global. Na época, a internet ainda não era tão difundida, e a TV prendeu o público pela repetição.

Pedestrians react to the World Trade Center collapse September 11,
2001. Two commercial airplanes crashed into the World Trade Center
earlier. REUTERS/Richard Cohen
AC
Fonte da imagem: Agência Brasil

“Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento”, avalia o professor.

Bucci classifica a experiência como “tempo congelado”, tanto pela transmissão ao vivo quanto pela exibição posterior em plataformas digitais. “A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo”, diz.

A tragédia marcou a memória de uma geração inteira. O empresário brasileiro Márcio Boruchowski trabalhava em um edifício perto das torres gêmeas. Para ele, o som do impacto dos prédios foi o mais marcante.

“Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que vocês ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente”, lembrou em entrevista para a TV Brasil.

Os aviões se chocaram a mais de 800 quilômetros por hora, causando uma série de explosões. Cerca de 400 mil pessoas foram expostas a poeira tóxica. A remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros levou cerca de oito meses.

Julgamento marcado para 2028

Acusado de ser o mentor dos ataques, Khalid Sheikh Mohammed, chefe de operações da Al Qaeda, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele é acusado de orquestrar o plano para lançar aviões de passageiros sequestrados contra o World Trade Center e o Pentágono. Mohammed foi preso em 2003, no Paquistão, e desde 2006 está na base de Guantánamo, em Cuba. Além dele, serão julgados três co-réus: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.

Osama Bin Laden, fundador e líder da rede Al Qaeda, foi morto em 2011 pelas forças dos Estados Unidos em uma operação no interior do Paquistão.

Fonte: Agência Brasil.

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