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Um morador de Rio Rancho, no Novo México, foi preso após remover equipamentos de vigilância da empresa Flock Safety e gravar a própria ação em vídeos publicados nas redes sociais. Jevon Martinez, de 44 anos, retirou dez sistemas de câmeras de leitura automática de placas em 2 de setembro, segundo as autoridades do condado de Bernalillo. O valor estimado dos equipamentos é de US$ 16.500.
A situação ganhou contornos incomuns porque o próprio Martinez documentou tudo. Em publicações feitas naquele dia, ele afirmou que o xerife do condado de Bernalillo, John Allen, havia encerrado os contratos com a Flock Safety e que, por isso, estava retirando o equipamento para devolvê-lo. Martinez insistiu que não estava destruindo nem roubando os aparelhos, e descreveu o material como propriedade deixada sem supervisão.
Nos vídeos, ele aparece dirigindo sua caminhonete enquanto explica a ação. “Como o BCSO está ocupado, eu sei que o BCSO está ocupado, todos que trabalham para o BCSO, eu sei que vocês estão ocupados, então eu fui lá e ajudei vocês”, diz Martinez. Em seguida, a caçamba do veículo aparece sendo preenchida com equipamentos da Flock. Em outro momento, ele desafia os espectadores: “Vamos ver quanto consigo pegar em um dia. Esse vai ser o desafio para todo mundo aí”. Ele também se refere repetidamente às câmeras como “árvores da tirania” e afirma: “Não na minha cidade, não no meu estado”.
A versão apresentada por Martinez, no entanto, encontra um obstáculo importante. De acordo com as autoridades do condado de Bernalillo, apenas dois dos dez sistemas removidos estavam associados ao escritório do xerife. Os outros oito eram administrados por associações de moradores. O BCSO afirmou ainda que o equipamento continuava sendo propriedade que o público não tinha autorização para remover.
Segundo a denúncia criminal, Martinez passou três vezes em frente à sede do BCSO com o equipamento ainda na caminhonete antes de ser parado por policiais nas proximidades. Vídeos da prisão mostram os agentes cercando o veículo com armas em punho antes de algemá-lo. Martinez estava desarmado, e as acusações decorrem da remoção dos equipamentos, não de um episódio violento.
Os relatos judiciais divergem ligeiramente sobre a acusação exata de furto. Uma versão da denúncia descreve tentativa de furto de valor superior a US$ 2.500, enquanto o relatório do BCSO menciona furto acima desse valor. Ele também responde por interferência em comunicações.
Martinez apareceu virtualmente no Tribunal Metropolitano do Condado de Bernalillo em 4 de setembro. Os promotores não apresentaram pedido de detenção preventiva, e a juíza Claire McDaniel não determinou sua prisão no caso do condado de Bernalillo. Ainda assim, ele permaneceu sob custódia por causa de um processo separado no condado de Sandoval, relacionado à suposta remoção e danificação de três sistemas de leitura de placas meses antes. Naquele caso, ele respondeu a nove acusações criminais. Segundo os relatos, Sandoval o manteve detido por violação das condições de liberdade, e um grande júri já o indiciou. Os casos seguem sem resolução, e as acusações são alegações até que sejam provadas em tribunal.
O episódio ocorre em meio a uma decisão do próprio xerife John Allen. Dias antes da ação de Martinez, Allen anunciou o encerramento de três contratos do departamento com a Flock Safety, citando preocupações com privacidade, compartilhamento de dados e confiança na empresa. Um dos contratos cobria cinco câmeras automáticas de leitura de placas; outro envolvia 16 câmeras de velocidade conectadas à rede da Flock; o terceiro abrangia tecnologia de detecção de tiros. Allen afirmou ter perdido a confiança na empresa por causa das salvaguardas de privacidade e do compartilhamento de dados, e levantou preocupações sobre outras agências policiais obterem acesso a dados de placas do Novo México. Ainda assim, defendeu a tecnologia em si como ferramenta útil para as forças de segurança, concentrando sua discordância no fornecedor e nas proteções em torno dos dados.
Os sistemas de leitura automática de placas da Flock coletam o texto da placa, além de data, hora e local da câmera, e podem registrar características básicas do veículo, como marca, modelo e cor. A empresa afirma que o sistema não coleta a identidade do motorista por meio da câmera. As informações podem ser usadas pela polícia para gerar pistas em investigações, mas a preocupação surge quando milhões dessas observações se tornam pesquisáveis.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/tech/man-films-himself-taking-down-flock-cameras-gets-arrested.
Fonte: Fox News.
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2026-09-12 16:19:00

