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O ex-quarterback Colin Kaepernick afirmou nesta segunda-feira, em entrevista ao programa “The View”, que sua saída da NFL teve motivação política e que a liga apoiou o governo de Donald Trump. Kaepernick participou do programa para divulgar seu novo livro, “The Perilous Fight”, no qual relata a carreira no futebol americano e a decisão de se ajoelhar durante o hino nacional.
Questionado pela co-apresentadora Ana Navarro sobre por que nenhum time lhe deu uma chance depois que ele optou por sair do contrato com o San Francisco 49ers, em março de 2017, Kaepernick respondeu: “Acho que foi político. Também acho que foi poder”. Ele acrescentou que não protestou contra a NFL e que a reação da liga ao gesto é reveladora de sua posição política. “Vimos a liga doar milhões de dólares a [Donald] Trump e a este governo”, disse.
Kaepernick também argumentou que os jogadores têm poder por representarem cerca de 70% da força de trabalho da NFL. Segundo ele, se os atletas se unissem e recusassem jogar por um fim de semana, não haveria partidas. “Não há jogo, não há negócio, e as coisas mudariam muito rapidamente”, afirmou.
A co-apresentadora Alyssa Farah Griffin lembrou que, após o protesto, Kaepernick recebeu apoio, mas também ameaças de morte de pessoas que consideravam o gesto um desrespeito à bandeira, ao país e aos militares, e perguntou se ele se surpreendeu com a reação. “Sim e não”, respondeu. Ele citou exemplos históricos de atletas negros que protestaram, como Tommie Smith, John Carlos, Muhammad Ali, Curt Flood e Mahmoud Abdul-Rauf, e disse que o que mais o surpreendeu foi a resistência à ideia de que “a polícia não deveria matar pessoas negras”. “Isso não me parece um tópico controverso”, declarou.
Kaepernick processou a NFL por conluio, alegando que donos de times o mantinham fora intencionalmente, acusação negada pela liga. O caso terminou em um acordo confidencial. Em entrevista à NBC News no início deste mês, ele disse que a NFL o estava “boicotando ativamente” e que não apoiaria mais a organização. “Assisto a futebol universitário”, afirmou na ocasião.
O ano de 2026 marca uma década desde que Kaepernick começou a se ajoelhar durante o hino em protesto contra a brutalidade policial e a desigualdade racial nos Estados Unidos. Ele sustenta que o ativismo encerrou sua carreira na NFL.
Análise WeekNews: A fala de Kaepernick em um programa de audiência nacional amplia o alcance de suas acusações contra a NFL e o governo Trump, tema central de seu livro. Ao citar o poder econômico dos jogadores, ele desloca o debate da esfera individual para a coletiva, sugerindo que a força de trabalho da liga teria instrumentos para pressionar mudanças. A menção a uma década de protestos e a recusa em apoiar a NFL indicam que o ex-jogador mantém a crítica pública mesmo após o acordo confidencial com a liga.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/kaepernick-tells-view-nfl-owners-kept-him-out-over-politics-power-claims-they-donate-trump.
Fonte: Fox News.
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2026-09-14 19:32:00


