
NME.
A organização do Festival de Glastonbury voltou a ser questionada sobre uma possível apresentação do Oasis na edição de 2027, após o anúncio da turnê Live ’27 da banda. A resposta veio de Emily Eavis, que se manifestou sobre os apelos dos fãs. O retorno do grupo aos palcos, no entanto, não inclui o festival inglês, e a própria banda já havia negado qualquer participação semelhante no passado.
Liam Gallagher foi categórico ao descartar um retorno ao Palco Pirâmide. No ano passado, ele afirmou que o Oasis nunca mais seria headliner do festival. “Gosto dos outros palcos e das tendas, mas o palco principal é como tocar para um monte de professores de acampamento”, escreveu. No mês passado, ele reforçou a posição em outra publicação, dizendo que o show “não vai acontecer” e pedindo que os fãs que usam Crocs e agitam bandeiras se acalmassem.
Noel Gallagher também já havia criticado o festival. Em 2024, ele disse que Glastonbury tinha ficado “um pouco woke” e “um pouco preachy e um pouco virtue-signalling”. Ele completou que não gosta disso na música, citando pessoas agitando bandeiras e fazendo declarações políticas, além de bandas que sobem ao palco para dizer que a guerra é terrível. Apesar das críticas, Noel já foi visto no festival assistindo ao LCD Soundsystem com Dave Grohl em 2024, e tocou no Palco Pirâmide como artista solo em 2022. Liam se apresentou no evento em 2019 e 2017.
O Oasis negou que apareceria no Glastonbury 2025 pouco depois de anunciar a turnê Live ’25. Parte dos fãs, porém, argumenta que a banda tem uma história inacabada com Worthy Farm. A apresentação como headliner no Palco Pirâmide em 2004 teve recepção mista a negativa e é considerada um dos pontos baixos da carreira do grupo. O próprio Liam disse em 2019 que “odiou” aquele show, descrevendo-o como “horrível”. Ele explicou que não gostou porque foi quando começou a usar monitores in-ear, o que o deixou confuso por 15 anos. Na época, porém, afirmou que sempre gostou de Glastonbury.
A turnê Live ’27 do Oasis também marcará o retorno da banda a Knebworth por quatro noites em setembro, após passagens por Munique, Barcelona, Amsterdã, Paris, Roma, Boston e Las Vegas. O grupo fará ainda dois shows no Castelo de Slane, na Irlanda. O anúncio da volta aos palcos veio após o lançamento do documentário “Don’t Look Back In Anger”, que estreou nos cinemas em 9 de setembro. Em resenha de quatro estrelas e meia, a produção foi descrita como “magistralmente feita, com momentos de irreverência e paixão intensa”.
O criador de “Peaky Blinders”, Steven Knight, falou sobre seu trabalho no projeto para o cinema. “A pergunta que eu queria responder com este filme era: por que, depois de 16 anos sem promoção e sem marketing, essa música é maior do que nunca?”, disse ele. Os diretores do filme, Will Southern e Dylan Lovelace, também comentaram. “É filmado para o espetáculo e para colocar você bem no meio da multidão”, afirmou Southern. “Se as pessoas puderem assistir na maior tela possível, no volume máximo que o cinema estiver disposto a tocar, então elas vão se divertir!”
Análise WeekNews: A declaração de Emily Eavis ocorre em um momento de expectativa dos fãs, alimentada pelo anúncio da turnê Live ’27 e pelo lançamento do documentário. A posição pública de Liam Gallagher contra o Palco Pirâmide e as críticas de Noel ao festival indicam que um retorno do Oasis a Glastonbury não depende apenas da vontade da organização. O histórico de 2004, citado como ponto baixo, e a negativa da banda para 2025 reforçam que o assunto segue sem confirmação, apesar da pressão dos fãs.
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Fonte: NME.
NME.
2026-09-18 08:39:00

