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A partida entre LSU e Ole Miss neste fim de semana, em Oxford, Mississippi, ganhou contornos de evento nacional por causa de um personagem específico: o técnico do LSU, Lane Kiffin, que volta ao Vaught Hemingway Stadium pela primeira vez desde que deixou os Rebels para assumir o comando em Baton Rouge. O clima de rivalidade envolvendo todas as partes não é novidade no futebol americano universitário. Técnicos de destaque às vezes deixam seus times em termos pouco amistosos, e o retorno ao antigo lar costuma ser tenso.
O caso de Kiffin não é isolado. Em 2008, Nick Saban voltou ao Death Valley com o Alabama, depois de ter construído uma trajetória vitoriosa no LSU no início dos anos 2000, com dois títulos da SEC e um nacional em cinco anos, antes de sair para a NFL. Após duas temporadas sem brilho no Miami Dolphins, ele retornou ao futebol universitário em 2007, justamente no maior rival do LSU. No reencontro, o Crimson Tide, então número 1 do país, venceu o LSU, 15º colocado, por 27 a 21 na prorrogação, praticamente eliminando os donos da casa da disputa pelo título da SEC. Saban saiu do estádio com escolta policial e, anos depois, chamaria a saída do LSU de maior erro de sua carreira.
Outro episódio marcante envolveu Steve Spurrier. Ídolo dos anos 1990 no Florida, onde conquistou seis títulos da SEC e um nacional, ele deixou o programa em 2002 para treinar o Washington Redskins. Voltou à SEC em 2005, no South Carolina, o que desagradou boa parte da torcida dos Gators. Em 2006, no primeiro retorno ao Swamp com os Gamecocks, o Florida venceu por 17 a 16, com o defensive end Jarvis Moss bloqueando um field goal que poderia decidir o jogo, mantendo vivas as esperanças do time na disputa pelo título nacional.
O próprio Kiffin já viveu situação semelhante em 2021, quando levou Ole Miss ao Neyland Stadium para enfrentar Tennessee, escola que ele havia deixado abruptamente em 2010, após uma temporada de 7 a 6 e promessas não cumpridas. A torcida dos Vols recebeu o treinador com hostilidade, e o jogo teve quase mil jardas de ataque total, além de uma revisão polêmica que gerou atraso de quase 20 minutos. Torcedores arremessaram garrafas de mostarda e bolas de golfe no campo, e uma delas teria atingido Kiffin. Após a vitória, ele mostrou a bola de golfe que o acertou durante entrevista na beira do campo.
Em 2022, Bobby Petrino voltou a Fayetteville como técnico do Missouri State, time da FCS, para enfrentar o Arkansas. Petrino havia treinado os Razorbacks entre o fim dos anos 2000 e o início dos anos 2010, levando a equipe ao Sugar Bowl em 2010 e a um top-5 em 2011, até ser demitido em 2012 após um acidente de motocicleta com uma ex-jogadora de vôlei do Arkansas na garupa. No reencontro, o Arkansas, então no top 10 e comandado por Sam Pittman, precisou marcar 21 pontos sem resposta no último quarto para vencer por 38 a 27.
Análise WeekNews: O retorno de Kiffin a Oxford se soma a uma lista de reencontros que, no futebol universitário americano, costumam transformar partidas de calendário em jogos de carga emocional elevada. Os casos de Saban, Spurrier, do próprio Kiffin em 2021 e de Petrino mostram que a saída de um técnico para um rival ou para outro projeto nem sempre é esquecida pela torcida, e que o intervalo de anos entre a partida e a ruptura não necessariamente reduz a tensão no estádio.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/lane-kiffin-visit-oxford-isnt-first-time-coach-made-unwelcome-return-former-school.
Fonte: Fox News.
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2026-09-18 17:37:00


