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O comediante Bill Maher voltou a criticar o rapper Macklemore durante o episódio de sexta-feira do programa “Real Time”, da HBO, e resgatou uma polêmica de 12 anos envolvendo uma fantasia usada pelo músico em 2014. Na ocasião, Macklemore subiu ao palco com uma peruca escura, barba e um nariz falso, o que gerou reações negativas. Pouco depois, ele publicou uma retratação em seu site, afirmando que amigos, familiares e fãs que o conhecem bem sabiam que ele não era a pessoa descrita em certas manchetes e que não havia sensação pior do que ser mal interpretado, especialmente quando pessoas se sentiam feridas ou ofendidas.
No programa, Maher ironizou o episódio ao comentar que Macklemore teria gasto “um braço e uma perna” por um nariz protético falso de judeu. Em seguida, o apresentador direcionou as críticas à saída do rapper da turnê “Loop Tour”, de Ed Sheeran, após uma série de declarações anti-Israel. Segundo Maher, Sheeran e Macklemore seriam amigos antigos de cerca de 15 anos, época em que o rapper teve seu único sucesso, e por isso o cantor britânico o teria convidado para ser ato de abertura. O comediante afirmou que Macklemore repetia mentiras sobre Gaza ser um genocídio e classificou a afirmação como falsa.
Maher também comentou a reação da deputada Alexandria Ocasio-Cortez, a AOC, que, questionada no dia anterior se mudaria de estação de rádio caso Ed Sheeran tocasse, respondeu que sim. O apresentador disse que já fazia isso antes. Ele ainda abordou o impasse entre Macklemore e o dono do New England Patriots, Robert Kraft. Segundo o rapper, Sheeran teria dito que Kraft não permitiria sua apresentação no Gillette Stadium, estádio pertencente ao Kraft Group. Maher afirmou que Kraft, descrito por ele como um homem rico dono do Patriots e do estádio, ficou compreensivelmente ofendido e proibiu a apresentação.
Mais tarde no programa, Maher criticou músicos que usam shows para promover causas políticas, dizendo que qualquer eco da antiga cultura do cancelamento tende a ser perdedor no ambiente atual e que ninguém procura esse tipo de discurso em um concerto. As declarações ocorrem após Macklemore ter dito ao público em um show em Nova Jersey que queria fazer a turnê para poder dizer em estádios duas palavras que lhe eram caras: “Free Palestine”. Após ser retirado da turnê, o rapper doou 1 milhão de dólares a esforços de ajuda palestinos, o que levou Kraft a fazer uma doação de 2 milhões de dólares para Gaza depois de Macklemore ter pedido que ele igualasse o valor.
As falas de Maher geraram críticas do comentarista político Kaivan Shroff, que disse que o argumento do comediante se desfaz ao ridicularizar celebridades por terem opiniões políticas, já que o próprio Maher é uma celebridade com opinião sobre praticamente tudo. Shroff afirmou que Maher pode achar Macklemore errado, AOC ridícula ou Ed Sheeran superestimado, mas fingir que o problema é entretenimento opinando sobre política é absurdo quando esse tem sido seu próprio modelo de negócios por décadas. Ele também disse que a fantasia de Macklemore é relevante, mas que Maher enterra o ponto legítimo sob provocações culturais, e que piadas sobre mudar de estação ou chamar Macklemore de artista de um sucesso só não respondem de forma significativa às posições defendidas.
O CEO da Axia Public Relations, Jason Mudd, avaliou que Sheeran deveria tomar uma decisão e mantê-la, afirmando que cada hora de silêncio dá a outra pessoa a oportunidade de controlar a narrativa. Segundo ele, decisões fortes de crise compartilham três características: são rápidas, claras e finais. Mudd disse que não daria conselhos sobre a política envolvida, mas que, se Sheeran fosse seu cliente, recomendaria escolher uma direção e sustentá-la, pois uma explicação clara basta e voltar ao assunto em público costuma ser percebido como dúvida e convida a mais debate.
Análise WeekNews: A repercussão do caso mostra como a saída de Macklemore da turnê de Ed Sheeran deixou de ser apenas uma decisão de produção e passou a envolver doações, declarações públicas e reações de figuras políticas e do entretenimento. O silêncio de Sheeran, apontado por um especialista em comunicação como um fator que transfere a terceiros o controle da narrativa, indica que a ausência de uma posição clara tende a manter o assunto em circulação. Já a crítica de Shroff sugere que o tom adotado por Maher pode deslocar o debate sobre o conteúdo das declarações para a discussão sobre quem tem legitimidade para opinar.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/bill-maher-hammers-macklemore-over-gaza-remarks-highlights-rappers-controversial-jew-costume-from-2014.
Fonte: Fox News.
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2026-09-19 13:16:00
