
World Soccer Talk.
Lionel Scaloni quebrou o silêncio sobre seu futuro no comando da seleção argentina. Em entrevista à emissora asiática MiGu, antes de desembarcar em Buenos Aires para a próxima sequência de três amistosos, o treinador comentou pela primeira vez a continuidade no cargo após a derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo. Ele admitiu que repetir tudo o que a equipe já conquistou será difícil, mas não descartou tentar, deixando aberta a possibilidade de renovação e de início de um novo ciclo construído em torno da próxima geração.
“Vamos tentar, estejamos nós ou não”, afirmou Scaloni sobre o futuro da seleção. Ao longo da entrevista, ele minimizou a importância de sua própria decisão e direcionou a conversa para o time e para os jovens jogadores que buscam espaço.
Esse grupo esteve claramente em seus planos. “Eles merecem muito, essa é a nossa intenção nos próximos jogos: dar chance a jovens que possam se encaixar no nosso estilo de jogo. Agora se abre um parêntese importante e bonito, um momento de confiar nesses garotos que estão batendo na porta”, disse o treinador, acrescentando que a idade não vai determinar quem fica e quem é convocado, apenas o desempenho no nível de clube.
Quem quer que conduza essa transição dará sequência a um dos períodos mais vitoriosos da história da seleção argentina. Scaloni está no comando desde 2018 e conquistou a Copa do Mundo de 2022, os títulos consecutivos da Copa América em 2021 e 2024 e a Finalíssima de 2022, com um aproveitamento de 77% em mais de 100 partidas.
Seu contrato atual vai até 31 de dezembro de 2026. Segundo relatos, um acordo verbal com o presidente da AFA, Claudio Tapia, para estender sua permanência até a Copa do Mundo de 2030 foi alcançado antes do torneio deste ano, mas a assinatura formal foi adiada para depois da competição, deixando aberta a negociação de renovação que, de acordo com informações da imprensa argentina, já está em andamento.
Na véspera da última partida em que comandará Lionel Messi pela Argentina — em 6 de outubro, contra Benín, no Monumental —, Scaloni voltou a elogiar o atacante. Ele admitiu que, embora a versão de Messi que treinou tenha sido brilhante e lhe tenha dado muito, gostaria de tê-lo tido em seus anos mais jovens.
“O Messi de 22, 23 anos era um jogador único. Ele também jogou bem com a gente, mas eu teria gostado de tê-lo quando era jovem. Ele era único, ele é único. Ele se sentiu confortável com a gente. Colocamos tudo o que tínhamos à disposição dele para que ele e todos os outros se sentissem confortáveis”, declarou o treinador.
Com a trajetória de Messi na seleção argentina marcada para terminar em 6 de outubro, as declarações de Scaloni capturam a dualidade deste momento para a equipe nacional: encerrar o capítulo de seu maior jogador enquanto o treinador, responsável por construir a era em torno dele, avalia se permanece para começar a escrever o próximo.
Análise WeekNews: A fala de Scaloni mantém aberta uma decisão que a AFA ainda não formalizou, mesmo com um acordo verbal relatado antes do torneio. Ao mesmo tempo, o treinador já sinaliza publicamente que os próximos amistosos devem servir para testar jovens, o que indica uma preparação para um ciclo de transição independentemente de quem o comandará. A saída de Messi da seleção, em 6 de outubro, reforça que a Argentina entra em uma nova fase, na qual a continuidade ou não de Scaloni será apenas um dos elementos a definir o rumo do time.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/lionel-scaloni-hints-at-staying-on-as-argentina-coach-despite-doubts-over-his-future-after-2026-world-cup/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-09-19 18:20:00
