
A Polícia Civil do Ceará prendeu nesta terça-feira (22) João Munhoz Neto, namorado da estudante Isabelle Caracristi, encontrada morta em 13 de setembro no condomínio onde morava com ele, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A prisão preventiva foi expedida pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que mantém o caso em sigilo e não informou a motivação. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou a prisão e informou que deve divulgar uma nota sobre o caso ainda nesta terça-feira.
Na segunda-feira (21), a Polícia Civil do Ceará realizou diversas oitivas para tentar esclarecer o caso. Em nota, a defesa de João Munhoz Neto afirmou que está “integralmente dedicada e imbuída no acompanhamento presencial”.
“Em virtude da intensidade e da dinâmica ininterrupta desses atos ao longo do dia, não teremos como conceder entrevistas ou responder a questionamentos pontuais no momento”, diz o texto. “Reiteramos nosso compromisso com a transparência e com a busca pela verdade, e voltaremos a nos pronunciar publicamente assim que os trabalhos previstos para o dia de hoje forem concluídos”, conclui a nota assinada pelas advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana.
A morte de Isabelle ganhou repercussão depois que a mãe da estudante, a professora Isorlanda Caracristi, divulgou um vídeo na sexta-feira (18) expondo a situação e cobrando justiça. A professora relatou que o último contato com a filha ocorreu por meio de duas mensagens no WhatsApp no começo da noite de domingo. Em uma delas, Isabelle pedia que a mãe olhasse uma comida que havia deixado na airfryer. Na outra, escreveu: “Mãe, eu te amo”.
Isorlanda contou que não houve mais respostas às mensagens que enviou e que acreditava que o silêncio se devia ao fato de a filha estar dormindo. Ao permanecer sem respostas na manhã da segunda-feira (14), tentou contato com o namorado da filha por ligações e mensagens e descobriu ter sido bloqueada. “Para a minha surpresa, eu estava bloqueada, eu fui tentar pelo Instagram dele, bloqueada. No outro Instagram pessoal, bloqueada. Totalmente bloqueada, bloqueada. Aí eu me desesperei”, relatou.
Segundo a professora, ela só soube da morte da filha quando foi, acompanhada do filho, ao condomínio onde Isabelle morava com o namorado, a sogra e um irmão dele. Lá, os familiares foram comunicados pela síndica de que Isabelle tinha morrido na noite anterior.
A SSPDS informou que ainda não há laudo da perícia forense que aponte a causa da morte da jovem. O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.
Fonte: Agência Brasil.
