Pastor Corey Brooks alerta para o papel do smartphone na crise de violência e no drill rap em Chicago

Pastor Corey Brooks alerta para o papel do smartphone na crise de violência e no drill rap em Chicago
Fonte da imagem: Fox News (iStock)

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O pastor Corey Brooks, que atua no South Side de Chicago, onde estão sua igreja e seu centro comunitário, em O-Block, fez um alerta sobre o impacto do smartphone na violência armada e na dinâmica do drill rap na região. Segundo ele, o mesmo aparelho que tem permitido a jovens construir carreiras musicais e conquistar seguidores nas redes também tem servido como instrumento de conflito e de ruptura familiar.

Brooks afirma que o drill rap, gênero que descreve como “rap de matar” e que começou em O-Block, reúne narrativas honestas sobre uma realidade pouco conhecida no restante do país, mas também tem sido usado como arma. Ele relata que brigas antes vistas em esquinas migraram para transmissões ao vivo e que, nessas lives, uma marcação de localização é divulgada. Em alguns casos, diz, a marcação ocorre quando um grupo de drill rap decide gravar em um bairro errado como provocação, um convite explícito para que venham buscá-los.

Little League team wins big after banning cell phones on game day
Fonte da imagem: Fox News (Kurt “CyberGuy” Knutsson)

De acordo com o pastor, crianças de 10, 12, 14 e 17 anos assistem a essas transmissões meio ouvindo o rap e meio esperando o momento em que tiros serão disparados. Quando isso acontece, ele ou pastores próximos precisam organizar funerais e enviar equipes de impacto à violência para hospitais e casas de famílias, com o objetivo de evitar tiroteios de retaliação. Brooks também observa que, após episódios de violência, polícia e promotores analisam essas transmissões ao vivo, e comentários podem ser tratados como confissões, o que, segundo ele, tem levado alguns jovens à prisão.

Além do impacto nas ruas, o pastor descreve o problema dentro de casa, inclusive em famílias sem relação com gangues ou drill rap. Ele diz que crianças não conseguem largar o celular e que têm acesso a pornografia antes de formar relações saudáveis, em um contexto em que, segundo ele, as comunidades deixaram de ensinar o namoro e vivem há décadas uma cultura de encontros casuais.

Brooks relata que pais lhe dizem repetidamente, quase com as mesmas palavras, que não sabem como tirar o celular do filho, que a medida parece significar o fim do mundo da criança e que se sentem sem autoridade para impor limites. Para ele, o aparelho acaba virando uma arma usada pela criança contra a autoridade dos pais, inclusive quando o jovem recorre a buscas na internet ou a inteligência artificial para argumentar, o que, na avaliação dele, não equivale a aprender ou processar o argumento, mas a deixar uma máquina falar por si.

A solução defendida por Brooks não é uma proibição, mas uma mudança cultural que recupere a autoridade parental tida como natural no passado. Ele defende que os pais tomem o celular à noite, imponham limites, mandem os filhos sentar à mesa para fazer a lição, frequentar a igreja e olhar as pessoas nos olhos ao conversar. O pastor também pede que a comunidade adulta apoie esse movimento, para que as crianças entendam que não é apenas o pai ou a mãe, mas toda a comunidade, que faz essa pressão.

Brooks lembra que sua comunidade já enfrentou problemas como drogas e gangues e avalia que o celular pode ser ainda mais difícil de combater. Ele encerra sua reflexão afirmando que um telefone não pode amar uma criança e só consegue prender seus olhos pela artimanha do algoritmo, enquanto alguém precisa estar presente para abraçar e amar essa criança — e que esse alguém deve ser a própria comunidade.

Análise WeekNews: O relato do pastor Corey Brooks desloca o debate sobre violência urbana em Chicago de um único fator — as armas — para o papel das transmissões ao vivo e do celular na organização de conflitos e na produção de provas usadas em processos. Ao mesmo tempo, a descrição que ele faz do ambiente doméstico sugere que a preocupação com o aparelho não se restringe aos bairros afetados por gangues, mas alcança famílias que buscam apenas impor limites cotidianos. A proposta apresentada não é de banimento, e sim de reconstrução de uma autoridade parental e comunitária, o que indica que o próprio autor do alerta não vê solução puramente tecnológica para o problema que descreve.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/battled-gangs-decades-fighting-threat-even-harder.

Fonte: Fox News.

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2026-09-29 11:00:00

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