
Alunas do 2º ano do ensino médio e professoras de escolas públicas estaduais de todo o Brasil têm até 26 de outubro para se inscrever na Imersão Científica 2027, iniciativa do Programa Futuras Cientistas, vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A participação é gratuita e são oferecidas 470 vagas, distribuídas em 114 projetos de trabalho com opções em todas as regiões do país.
Do total de vagas, 320 são destinadas a estudantes do 2º ano do ensino médio regular e das modalidades médio integral, semi-integral e técnico, desde que matriculadas em redes públicas de ensino estaduais. As outras 150 vagas são reservadas a professoras da mesma rede pública estadual.
O edital prevê reservas para ações afirmativas: 30% das vagas (141) para candidatas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas; 5% (24) para pessoas com deficiência; e 5% (24) para mulheres transexuais, travestis e intersexo.
Entre os projetos disponíveis, 20 são remotos e podem ser acessados por participantes de diferentes estados. As inscrições são feitas pela internet, e a candidata deve apresentar documentos de identificação, dados de contato, boletim escolar (no caso de aluna), diploma de graduação em licenciatura (no caso de professora), comprovante de residência, termos de autorização previstos no edital e Currículo Lattes. Dúvidas podem ser encaminhadas para [email protected].
As selecionadas participarão da imersão entre 4 e 29 de janeiro de 2027, com 80 horas de atividades distribuídas ao longo de 20 dias úteis. Segundo o Programa Futuras Cientistas, as participantes vivenciarão a rotina da pesquisa científica sob a tutoria dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da ciência no Brasil atualmente.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pagará auxílio financeiro de R$ 300 às participantes que efetivamente iniciarem as atividades. Quem estiver na modalidade remota receberá também um kit de participação com material suplementar para realizar os experimentos em casa.
O objetivo principal do programa é estimular a equidade de gênero, incentivando a formação de mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Análise WeekNews: A reserva de 30% das vagas para candidatas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas e a destinação integral das oportunidades a escolas públicas estaduais indicam que o desenho do programa combina ampliação de acesso com recorte de gênero. A oferta de 20 projetos remotos e o envio de kits para experimentos em casa sugerem uma tentativa de reduzir barreiras geográficas em um país de dimensões continentais, embora a imersão presencial siga concentrada em laboratórios de referência.
Fonte: Agência Brasil.
