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Dirigentes que controlam o formato do playoff do futebol americano universitário nos Estados Unidos se reuniram nesta semana nos arredores de Chicago e, segundo relatos divulgados por veículos especializados, a ampliação para 24 equipes está praticamente acertada. A informação foi repercutida a partir de declarações do diretor-executivo do playoff, Rich Clark, ao repórter Ross Dellenger, do Yahoo!.
“Já resolvemos muitas das outras questões associadas à expansão [para 24 times] e essas coisas precisavam acontecer antes de começarmos qualquer tipo de negociação [sobre dinheiro]”, afirmou Clark, conforme citação publicada por Dellenger.
O formato em discussão prevê oito jogos de primeira rodada, que começariam duas semanas após o fim da temporada regular — na prática, uma semana depois da atual janela das finais de conferência. Essa mudança eliminaria os campeonatos de conferência, consequência apontada como praticamente inevitável caso a expansão avance. Na segunda rodada, outros oito confrontos ocorreriam no fim de dezembro, “muito provavelmente” no estádio da equipe de pior campanha, seguindo lógica semelhante à da primeira rodada atual.
Segundo Dellenger, uma fonte envolvida nas discussões e descrita como confiante garantiu que, caso o dinheiro se concretize por meio de um acordo de televisão, “nós definitivamente vamos para 24”. Há uma expectativa disseminada de que os recursos estarão disponíveis para viabilizar a expansão, seja com a ESPN, emissora atual detentora dos direitos, seja com outro parceiro de transmissão.
O movimento representa mais um salto na velocidade das mudanças do esporte. A primeira versão do College Football Playoff foi criada em 2014, com quatro equipes escolhidas por um comitê de seleção e duas rodadas até o título. O formato permaneceu com quatro times por uma década, apesar de uma longa lista de escolhas polêmicas do comitê. A expansão para 12 equipes veio depois de uma onda de críticas à exclusão de Florida State da edição de 2023 e da constatação, por parte dos administradores, de que havia um enorme reservatório de receita disponível caso o esporte adicionasse jogos de playoff.
Poucos anos depois, os principais envolvidos parecem dispostos a romper ainda mais com a tradição. Entre as consequências apontadas para um campo de 24 times está o fim praticamente garantido dos bowls tradicionais, que perderiam relevância diante da classificação para o mata-mata. A outra é a alteração profunda da temporada regular, historicamente considerada uma das mais competitivas do esporte.
Com 24 vagas, não há dúvida de que equipes com três derrotas integrarão o playoff, e é quase certo que times com quatro derrotas também entrem. Derrotas apertadas entre rivais ou grandes programas, antes tão significativas, passariam a valer apenas como mais uma semana no calendário, especialmente na era das superconferências, em que a força do calendário garante vagas para alguns times com três ou quatro derrotas.
Há ainda a possibilidade, considerada improvável, de que grandes equipes passem a se enfrentar com mais frequência fora das conferências, já que as derrotas teriam peso menor no currículo geral. O técnico Steve Sarkisian, do Texas Longhorns, chegou a criticar publicamente o sistema quando sua equipe perdeu para Ohio State em 2025 e ficou fora do playoff, chamando a situação de “desserviço” ao esporte e ameaçando reavaliar confrontos futuros para facilitar o caminho do time ao torneio. Depois de vencer em 2026, mudou o tom, mas o argumento central permaneceu.
O contexto comercial também pesa. As audiências estavam em queda em 2026, e até potências tradicionais como Penn State enfrentavam dificuldade para lotar seus estádios. Texas não teve problemas para encher o estádio no jogo contra Ohio State, e USC registrou cerca de 50 mil torcedores contra San Jose State em condições climáticas ruins, às 12h, mas esgotou os ingressos contra Oregon. Com a concorrência crescente por dólares de entretenimento, preços de ingressos em alta e a facilidade de acompanhar jogos pelo celular, a melhor forma de manter o público nos estádios seria dar motivos para comparecer.
Ainda assim, mesmo em um esporte já conhecido por decisões rápidas em busca de receita, a medida é vista como uma das mais explícitas nesse sentido. Campeonatos de conferência e as rivalidades que eles alimentam estariam encerrados, e a receita passaria a ter mais peso do que a competição ou a recompensa a equipes excepcionais. Poucos torcedores, se algum, pediram ou demonstraram querer um playoff de 24 times.
Análise WeekNews: A trajetória descrita no material mostra uma progressão consistente: de quatro times, em 2014, para 12, após 2023, e agora a discussão de 24. O próprio diretor-executivo do playoff afirma que as questões não financeiras já foram resolvidas antes da negociação sobre dinheiro, o que indica que o obstáculo restante é o acordo de transmissão. Se ele se confirmar, as consequências apontadas — fim dos campeonatos de conferência, perda de relevância dos bowls tradicionais e classificação quase certa de times com três ou quatro derrotas — tendem a alterar de forma duradoura o peso de cada jogo da temporada regular.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/college-football-moves-closer-24-game-playoff-destruction-best-regular-season-sports.
Fonte: Fox News.
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2026-10-01 19:50:00

