
O programa Brasil Sem Desperdício lançou uma campanha para estimular o aproveitamento de alimentos que seriam descartados e reduzir o desperdício em todo o país. A iniciativa prevê a veiculação, nas redes sociais do programa e de empresas parceiras, de vídeos com entrevistas, declarações e receitas feitas com alimentos maduros, rejeitados, fora do padrão estético ou próximos do descarte.
Segundo Luiza Soares, a expectativa é estimular uma reflexão coletiva sobre a forma como a sociedade atribui valor aos alimentos e incentivar mudanças concretas de comportamento. “Queremos que mais pessoas passem a enxergar o aproveitamento dos alimentos como uma prática simples, possível e desejável”, afirma.
Para os organizadores, o desperdício de alimento não se limita à perda de comida e afeta também a segurança alimentar. A prática representa ainda, segundo a campanha, o desperdício de recursos naturais e energéticos empregados na produção e no descarte, com impactos ambientais e climáticos.
“O desperdício de alimentos é, ao mesmo tempo, uma ineficiência econômica, uma pressão ambiental e uma injustiça social”, reforça Luiza Soares.
A campanha busca engajamento de todos os setores da sociedade para responder a esse quadro. O chamado inclui consumidores, grandes empresas que comercializam alimentos, organizações sociais e pesquisadores que possam propor inovações e soluções para estancar o desperdício.
“A transformação não virá de iniciativas isoladas, ela depende da capacidade de empresas, governos, academia e sociedade colaborarem em torno de um objetivo comum, compartilhando aprendizados e definindo novos padrões”, avalia Luiza Soares.
Análise WeekNews: ao reunir consumidores, empresas, governos, academia e organizações sociais em torno do mesmo objetivo, a campanha trata o desperdício de alimentos como um problema que atravessa várias dimensões ao mesmo tempo — econômica, ambiental e social. O enfoque em receitas e no aproveitamento de itens fora do padrão estético indica que parte do esforço está em mudar a percepção de valor sobre o alimento, e não apenas em ajustar processos de produção e descarte.
Fonte: Agência Brasil.
