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O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou neste domingo um novo ataque letal contra uma embarcação no Caribe, que resultou na morte de quatro pessoas a bordo. Segundo a comunicação militar, o alvo era um barco do tipo “go-fast”, utilizado por supostos narcotraficantes, e trafegava por “rotas estabelecidas de narcotráfico” na região.
Em comunicado, o Comando Sul afirmou que a operação foi conduzida pela Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental e classificou as vítimas como “narco-terroristas”. A instituição também divulgou um vídeo que mostra o que aparenta ser uma explosão destruindo uma embarcação em movimento. O comunicado sustenta que informações de inteligência indicavam “envolvimento ativo no narcotráfico”, mas não foram apresentadas evidências que comprovem a alegação.
Este é o mais recente de uma série de ataques que a administração de Donald Trump afirma terem sido lançados para eliminar supostos narco-terroristas. Desde setembro de 2025, o número de mortos nessas operações passa de 235, segundo o próprio governo americano. O Pentágono tem se recusado a divulgar as identidades das pessoas mortas nos ataques desde o ano passado, assim como a apresentar provas de que havia drogas a bordo das embarcações atingidas.
As ações militares vêm sendo criticadas por democratas e por parte dos republicanos, incluindo o senador Rand Paul, do Kentucky, que manifestou preocupação com a morte de pessoas sem o devido processo legal e com a possibilidade de civis inocentes serem atingidos. Organizações de direitos humanos classificam os ataques como “execuções extrajudiciais”.
Paralelamente, o governo americano busca acordos com países aliados para estender os ataques militares a alvos terrestres em diversas nações da América Latina. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou durante visita ao Panamá, em agosto, que Colômbia, Guatemala e Honduras haviam concordado em permitir operações militares conjuntas contra grupos criminosos em seus territórios — embora a Guatemala tenha negado a existência do acordo. O Equador iniciou operações semelhantes com os Estados Unidos em março.
Análise WeekNews: O novo ataque reforça um padrão que já dura mais de um ano: operações militares letais anunciadas sem apresentação pública de provas e sem identificação das vítimas. O dado mais concreto disponível é o número acumulado de mortos, superior a 235 desde setembro de 2025, o que indica que a campanha não é episódica, mas contínua. A recusa do Pentágono em divulgar identidades e evidências, somada às críticas bipartidárias no Congresso e à tentativa de expandir as operações para alvos terrestres em outros países, sugere que o debate sobre legalidade e transparência tende a acompanhar cada nova ação anunciada.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/world/dramatic-footage-shows-alleged-narco-boat-erupt-fireball-during-us-military-strike.
Fonte: Fox News.
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2026-10-05 02:22:00

