
World Soccer Talk.
O técnico Lionel Scaloni indicou nesta terça-feira, 6 de outubro, que deve permanecer no comando da seleção argentina. A declaração foi feita após a vitória por 3 a 0 sobre o Benin, partida que encerrou a trajetória de Lionel Messi com a camisa da equipe nacional.
“Se tudo correr bem, vou continuar como treinador”, afirmou Scaloni na entrevista coletiva pós-jogo, acrescentando que “o legado de Messi é o maior exemplo que podemos levar”.
O contrato do treinador com a Associação do Futebol Argentino (AFA) termina em dezembro de 2026. Apesar de ter deixado dúvidas sobre seu futuro após a Copa do Mundo, Scaloni abriu negociações diretas com o presidente da entidade, Claudio “Chiqui” Tapia, para estender o vínculo até o próximo Mundial. As conversas estão avançadas e podem ser concluídas nas próximas semanas. O plano relatado é que ele permaneça até o fim de 2030, o que lhe permitiria dirigir sua terceira Copa do Mundo, depois do Catar 2022 e da edição de 2026 na América do Norte.
Sobre a ausência de Messi, Scaloni declarou que a única forma de compensá-la é com o conjunto. “Todos têm que contribuir”, disse, observando que a equipe não conta mais com um jogador capaz de abrir uma partida com um lampejo de genialidade, mas pode fazer muitas coisas em grupo, ainda que Messi seja insubstituível.
Os próximos compromissos da Argentina serão na janela FIFA de novembro, que vai de 9 a 17 do mês, com no máximo dois jogos por seleção. Será a primeira vez que o time atua sem Messi no elenco. A AFA ainda não anunciou adversários nem locais, mas uma possibilidade latente é a turnê pela Ásia, adiada anteriormente para que a despedida de Messi ocorresse em território argentino.
O caminho argentino rumo à Copa de 2030 é diferente do da maioria das seleções. Como um dos três países que receberão jogos do centenário, ao lado de Uruguai e Paraguai, a Argentina tem vaga automática no torneio e não precisará disputar as eliminatórias convencionais. A CONMEBOL ainda não divulgou como definirá as demais vagas, pois aguarda a decisão da FIFA sobre a proposta de expandir o Mundial para 64 seleções, o que mantém indefinido o formato das eliminatórias sul-americanas.
Análise WeekNews: A sinalização de Scaloni e as negociações avançadas com a AFA indicam continuidade em um momento de transição. A vaga automática da Argentina para 2030 reduz a pressão imediata das eliminatórias, mas o primeiro compromisso sem Messi, em novembro, será um teste prático para o modelo coletivo que o treinador descreveu como caminho para compensar a ausência do capitão.
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Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-10-07 16:15:00

