TSE adia julgamento sobre registro de Deltan Dallagnol ao Senado após pedido da defesa

TSE adia julgamento sobre registro de Deltan Dallagnol ao Senado após pedido da defesa
Fonte da imagem: Agência Brasil


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta quinta-feira (8) o julgamento sobre a validade do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão atende a um pedido da defesa do ex-procurador da República, e uma nova data para o julgamento ainda deverá ser definida.

Deltan obteve 2.904.594 votos, o equivalente a 25,14% do total, no primeiro turno das eleições realizado no domingo (4), e garantiu a segunda cadeira do Paraná no Senado. Apesar do resultado nas urnas, sua elegibilidade segue sob análise da Justiça Eleitoral.

A ação que contesta o registro foi protocolada pelo PT estadual. O partido questiona a elegibilidade do candidato com base em sua trajetória no Ministério Público Federal. Em 2023, Deltan teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE. Segundo a decisão, ele pediu exoneração do cargo de procurador para evitar a perda da função e o enquadramento na Lei da Ficha Limpa.

O ex-procurador deixou o MPF quando já havia sido condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) à pena de censura e de advertência, e ainda tinha 15 procedimentos diversos em tramitação contra ele no órgão. Pela legislação, são inelegíveis, pelo prazo de oito anos, membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração durante a tramitação de processo disciplinar.

Em setembro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná reconheceu que Deltan está elegível e deferiu o registro de candidatura. A coligação do PT, então, recorreu ao ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, que suspendeu a campanha do candidato. No sábado (3), Floriano determinou o indeferimento do registro. No dia seguinte, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, derrubou a decisão e liberou a candidatura.

Análise WeekNews: O adiamento do julgamento mantém Deltan Dallagnol em uma situação de indefinição sobre seu registro, mesmo após ter conquistado a segunda cadeira do Paraná no Senado. A decisão do TSE, ao acolher o pedido da defesa, posterga a definição sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa ao caso, que envolve a saída do ex-procurador do MPF durante a tramitação de processos disciplinares. O desfecho do julgamento tende a definir não apenas o futuro político imediato do candidato, mas também o alcance da inelegibilidade prevista para membros do Ministério Público que pedem exoneração nessas circunstâncias.

Fonte: Agência Brasil.

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