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Neste domingo (11), o Centro Histórico de São Luís recebe um cortejo cultural em homenagem ao cantor e compositor maranhense João do Vale. A data marca os 92 anos de nascimento do artista, que morreu há 30 anos, em 2026. A concentração está marcada para as 15h30 na Praça da Fé, na Rua Portugal.
A iniciativa é do Coletivo Viva Maranhão, em parceria com o grupo Amantes do Forró Pé de Serra. Grupos de forró pé de serra, artistas e músicos devem participar da celebração, que percorrerá ruas por onde João do Vale circulou na capital maranhense.
Conhecido como o Poeta do Povo, João do Vale é autor de clássicos da MPB e é tratado pelos organizadores como referência de resistência, identidade e expressão popular. A cantora Paula Nordestina, uma das organizadoras do cortejo, destaca o alcance de sua obra.
“João transformou a vida simples, as dores e os sonhos e a realidade do trabalhador em canções que atravessaram gerações. Suas composições mostraram que a cultura popular é capaz de emocionar, provocar reflexões e dar voz a quem constrói esse país todos os dias”, afirma.
O cantor, compositor e locutor da Rádio Nacional César Roberto, amigo pessoal do homenageado, também participa da celebração. Ele produziu shows de João do Vale, inclusive um em Brasília, na Casa do Ceará, com Miúcha Buarque, e os dois últimos na capital maranhense, ao lado do percussionista Arlindo Carvalho.
“Foi uma alegria muito grande privar da amizade do maranhense do século João do Vale. Um músico intuitivo, autodidata, e eu tive a honra de produzir, assinar a direção de vários shows dele”, recorda.
Um dos marcos da carreira de João do Vale foi o espetáculo “Opinião”, de 1964. Com a peça musical, ele se projetou nacionalmente ao lado de Zé Kéti, Nara Leão e Maria Bethânia e se tornou símbolo de resistência cultural e política contra a ditadura militar no Brasil.
Análise WeekNews: O cortejo ocupa o Centro Histórico de São Luís em uma data redonda — 92 anos de nascimento e 30 anos da morte de João do Vale. A escolha de percorrer ruas ligadas à trajetória do compositor associa a homenagem ao próprio território que serviu de base para sua obra, enquanto a presença de grupos de forró pé de serra e de artistas ligados diretamente a ele reforça o caráter coletivo da celebração. A menção ao espetáculo “Opinião”, de 1964, indica que a memória do artista permanece vinculada tanto à música popular quanto à resistência cultural e política no país.
Fonte: Agência Brasil.
