
O Palmeiras divulgou a lista de 23 jogadoras inscritas na Libertadores Feminina, que será disputada em Quito, no Equador, e a principal ausência é a goleira colombiana Kate Tapia, titular da posição. O clube alegou “questões disciplinares” para justificar o corte.
Segundo o comunicado do Verdão, Tapia pediu autorização para viajar à Colômbia a fim de resolver problemas particulares envolvendo seu pai. A diretoria e a comissão técnica, incluindo o preparador de goleiras, concederam a permissão, mas ela embarcou antes da data acordada, sem o consentimento do clube.
A goleira de 33 anos usou as redes sociais para se manifestar. Confirmou que solicitou a viagem, mas afirmou que, ao comunicar “a situação que estava vivendo”, manifestou o desejo de antecipar em um dia a ida à Colômbia para se reunir com a família antes de se apresentar à seleção do país. Tapia foi convocada para dois amistosos contra a Venezuela.
“O que mais me entristeceu foi ter sido informada, após quatro anos de entrega, trabalho e compromisso, de que não faria parte da Libertadores por meio de uma comunicação no grupo da equipe, sem ter tido previamente uma conversa pessoal. Respeito as decisões esportivas e as responsabilidades que fazem parte da vida profissional. Mas também acredito que, por trás de cada futebolista, existe uma pessoa, uma família e momentos difíceis que merecem ser ouvidos e compreendidos”, declarou a colombiana, que disse estar na torcida pelas companheiras.
O contrato de Tapia com o Palmeiras termina em dezembro, e o episódio pode representar o fim de sua passagem pelo clube, onde conquistou cinco títulos. Em dois deles, a goleira foi decisiva: no Campeonato Paulista de 2024 e na Supercopa do Brasil deste ano, salvou três pênaltis em cada final, ambas contra o Corinthians.
Sem Tapia, a meta alviverde na Libertadores deve ter Natascha como titular. Ravena e Tainá são as outras goleiras da lista.
As Palestrinas estão no Grupo B, ao lado de Belgrano (Argentina), Universitario (Peru) e Dragonas, time feminino do Independiente del Valle e anfitrião do torneio. A estreia está marcada para quinta-feira (15), às 21h (horário de Brasília), contra as peruanas, no Estádio Banco Guayaquil. Campeão em 2022, o Verdão busca o segundo título.
No mesmo dia, mais cedo, às 17h, o Corinthians abre a participação brasileira contra o Colo-Colo (Chile), no Estádio Casa Blanca. Dono de seis títulos e campeão das últimas três edições, o Timão está no Grupo A, com Caracas (Venezuela) e Santa Fe (Colômbia).
O último brasileiro a estrear será o Cruzeiro. Pela primeira vez na Libertadores Feminina, as Cabulosas enfrentam a LDU na sexta-feira (16), às 21h, no Casa Blanca. As mineiras estão no Grupo C, com Bolívar (Bolívia) e Olimpia (Paraguai).
O único grupo sem clubes brasileiros é o D, com Libertad (Paraguai), Nacional (Uruguai), Universidad de Chile e Deportivo Cali (Colômbia). Os dois primeiros de cada chave avançam às quartas de final, em jogo único. A decisão está marcada para 31 de outubro, no Casa Blanca.
O Brasil domina a competição, com 14 títulos nas 17 edições anteriores. Além de Corinthians e Palmeiras, São José (três), Ferroviária e Santos (dois cada) também venceram. O último campeão não brasileiro foi o Atlético Huila (Colômbia), em 2018. Os outros foram Colo-Colo (2012) e Sportivo Limpeño (2016).
Análise WeekNews: A ausência de Kate Tapia retira do Palmeiras uma goleira com histórico decisivo em finais por pênaltis, como nos títulos do Paulista de 2024 e da Supercopa deste ano. A promoção de Natascha à titularidade e a presença de Ravena e Tainá como opções indicam que o clube aposta na continuidade do grupo, mas o episódio expõe uma ruptura pública entre jogadora e comissão técnica a menos de dois meses do fim de seu contrato.
Fonte: Agência Brasil.
