
A coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta segunda-feira (12) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a remoção de publicações que, segundo o partido, associam de forma falsa o comício realizado no domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo, a imagens antigas de pessoas usando drogas e a episódios de vandalismo.
Na petição, a campanha afirma que as postagens foram compartilhadas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), pelos deputados eleitos Lucas Pavanato (PL-SP) e Rony de Assis Gebrial (Podemos-RS) e pelo influenciador Pablo Marçal. De acordo com o partido, o conteúdo alcançou ao menos um milhão de visualizações apenas no Instagram.
O PT acusa a campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e seus apoiadores de disseminar desinformação ao vincular registros antigos de uso de drogas aos militantes presentes no ato na Paulista, além de atribuir ao partido episódios de vandalismo.
A legenda pede que as postagens sejam removidas das principais plataformas em até 24 horas e que novos conteúdos idênticos sejam proibidos. Em caso de descumprimento, a campanha solicita que as plataformas Meta e X sejam multadas.
O caso será julgado pelo ministro Marco Aurélio Belizze.
Análise WeekNews: a representação desloca para o TSE uma disputa que começou nas redes sociais, e o pedido de prazo curto para remoção, combinado com a solicitação de multa às plataformas, indica que a campanha aposta na resposta judicial rápida como forma de conter o alcance do conteúdo antes que ele se consolide. O fato de o caso ter sido distribuído ao ministro Marco Aurélio Belizze define o primeiro filtro jurídico dessa disputa, cujo desfecho dependerá do que o tribunal entender sobre a vinculação entre as imagens antigas e o ato realizado no domingo.
Fonte: Agência Brasil.
