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A mais recente edição do AP Top 25, o ranking semanal do futebol universitário americano, voltou a expor o que críticos descrevem como tratamento privilegiado concedido à SEC, a conferência do Sudeste dos Estados Unidos. A votação desta semana trouxe exemplos que, segundo a análise do material, evidenciam como a chamada parcialidade dos votantes segue influenciando a temporada.
O caso mais citado é o de Texas e Oklahoma. Os Longhorns superaram os Sooners em jardas totais e em jardas por jogada, mas perderam por causa de duas interceptações do quarterback Arch Manning no último quarto. Uma delas foi devolvida para touchdown; a outra, na prática, permitiu que Oklahoma vencesse no tempo regulamentar. Os Sooners não estavam ranqueados antes da semana, após perderem fora de casa para Michigan, marcarem apenas 14 pontos contra New Mexico e serem goleados por Geórgia por 41 a 13. O resultado foi a queda do Texas do primeiro para o sétimo lugar.
A comparação usada no material é com Ohio State. Quando os Buckeyes perderam como número 1 do país, fora de casa, para o então quarto colocado Texas, por um ponto, após uma virada improvável, caíram do primeiro para o sexto lugar. Ou seja, punições semelhantes para derrotas de qualidade bastante diferente.
O Alabama é outro exemplo. Os Crimson Tide perderam em casa para Geórgia em jogo apertado, embora os Bulldogs tenham registrado média de 7,5 jardas por jogada contra 5,8 do Alabama. Os Tide não tiveram marcada uma interferência de passe clara no último quarto que poderia ter mudado o jogo. Ainda assim, era uma derrota em casa. Enquanto Ohio State caiu cinco posições ao perder fora de casa para o provável número 1 do país, o Alabama permaneceu exatamente onde estava: de número 6 para número 6.
Ole Miss também aparece como beneficiado. O currículo dos Rebels piorou com o mau desempenho de Florida e LSU. Os Gators, que dominaram Ole Miss por 52 a 28, com 35 pontos no segundo tempo, passaram de queridinhos do futebol universitário a merecidamente fora do ranking após uma goleada sofrida em casa para South Carolina. O LSU, por sua vez, perdeu fora de casa para Kentucky, que não está ranqueado, na segunda derrota da temporada. Mesmo com o currículo em queda, Ole Miss entrou na semana em nono e permaneceu em nono.
O texto também questiona a situação do LSU, que gastou pelo menos US$ 150 milhões para contratar Lane Kiffin e reformular o elenco. O resultado até agora é um cartel de 4-2, sem vitórias significativas, e uma possível melhor campanha de 8-4. Ainda assim, os Tigers seguem ranqueados em 22º. Enquanto isso, Oregon tem vitória sobre um time ranqueado, o 19º USC, e duas derrotas para o 18º Oklahoma State e o 12º UCLA, mas está fora do ranking, quase 200 pontos atrás do LSU. Tennessee, cuja maior vitória do ano é uma derrota por três pontos para Texas, está à frente de outros times comparáveis com uma derrota.
A consequência prática, segundo o material, é que o ranking define a força do calendário e alimenta os debates sobre a composição do College Football Playoff. Tennessee enfrenta Alabama nesta semana, um duelo que aparece como número 6 contra número 14, quando deveria ser um confronto entre times na casa do 10º e do 20º lugar. O LSU, mantido inexplicavelmente em 22º, faz com que o jogo contra Mississippi State seja mais um confronto entre ranqueados. Nebraska, com 5-1 e uma derrota apertada em casa para Indiana, joga contra Oregon com ambos fora do ranking.
O material cita ainda o SP+, sistema analítico sediado na ESPN que compara eficiência de ataque, defesa e times especiais e ajusta pelo adversário. Nele, a SEC tem sete equipes no top 25, enquanto a Big Ten tem nove. A Big 12 aparece com seis times no top 25 do SP+. A conclusão apresentada é que, apesar de anos de desempenho abaixo do esperado nos playoffs, os votantes seguem agindo como se estivéssemos em meados da década de 2010, com Nick Saban treinando todas as 16 equipes da SEC.
Análise WeekNews: Os exemplos reunidos mostram que as punições aplicadas pelo AP Top 25 variam conforme a conferência do time derrotado, o que, na prática, altera a percepção de força do calendário usada nos debates sobre o College Football Playoff. A diferença entre o tratamento dado a Texas e Ohio State, ou entre Alabama e Ohio State, e a permanência de Ole Miss e LSU em posições inalteradas sugerem que o ranking semanal funciona menos como medição objetiva e mais como um termômetro influenciado por marcas e tradição. Como o material aponta, sistemas analíticos como o SP+ apresentam distribuição diferente entre as conferências, o que reforça a discrepância entre a percepção dos votantes e os números de eficiência.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/sec-still-getting-ridiculous-preferential-treatment-ap-top-25-poll.
Fonte: Fox News.
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2026-10-12 17:44:00




