
O volume de vendas do comércio varejista brasileiro variou 0,1% em agosto de 2026 na comparação com julho, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado vem depois de uma queda de 0,8% registrada em julho.
Com o desempenho de agosto, a média móvel trimestral do varejo ficou em -0,1% no trimestre encerrado em agosto, repetindo o patamar do trimestre terminado em julho, que também havia recuado 0,1%.
No acumulado do ano, o setor registra alta de 1,7%. Nos últimos 12 meses, o avanço é de 1,6%.
O comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças; Material de construção; e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, apresentou variação de -0,2% em agosto frente a julho, após alta de 0,5% no mês anterior. A média móvel trimestral do varejo ampliado recuou 0,3% no trimestre encerrado em agosto, mesmo valor da variação de junho.
Na passagem de julho para agosto, o varejo apresentou seis taxas positivas e duas negativas entre as atividades pesquisadas. As maiores contribuições positivas vieram de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,3%), seguido por Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%).
Do lado negativo, as quedas foram registradas em Móveis e eletrodomésticos (-4,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).
Análise WeekNews: A estabilidade de 0,1% em agosto interrompe a queda de 0,8% de julho, mas a média móvel trimestral mantida em -0,1% indica que o setor ainda não recuperou tração no curto prazo. O contraste entre o avanço de 1,7% no ano e o desempenho mensal próximo de zero sugere um ritmo de crescimento mais moderado ao longo de 2026. Entre os setores, o recuo de 4,2% em Móveis e eletrodomésticos se destaca como o principal foco de retração no mês, enquanto o crescimento de 6,3% em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação puxa o resultado positivo.
Fonte: Agência Brasil.
