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A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, afirmou nesta sexta-feira que conduzirá uma investigação “justa” sobre os sete acusados de agredir sexualmente uma mulher não identificada durante uma festa de fraternidade na Universidade Cornell. A apuração foi aberta após uma ação judicial recente contra a universidade, a fraternidade Chi Phi e outros réus, que colocou a forma como a instituição da Ivy League trata casos de violência sexual no campus sob os holofotes nacionais.
As declarações a um repórter ocorrem em meio a questionamentos recorrentes sobre a imparcialidade de James, que insiste que a investigação será guiada pelos fatos e pelas evidências, e não pela política. O presidente Donald Trump, adversário de longa data da procuradora-geral, também colocou em dúvida sua capacidade de liderar uma apuração imparcial. Trump fez os comentários depois que Peter Doocy, da Fox News, pediu sua opinião sobre a nomeação de James pela governadora Kathy Hochul como procuradora especial no caso.
“Letitia James é uma pessoa corrupta”, disse Trump. “Ela é totalmente corrupta, e não consigo imaginar. E sinto muito por quem ela estiver investigando, porque não terá um tratamento justo.”
Advogados de dois dos acusados também pediram a remoção de James: Andrew Miltenberg, que representa Gillio Lopes, e Teny Geragos, que defende Winston Lee. Os advogados de defesa citam uma publicação de James nas redes sociais que, segundo argumentou Geragos em um documento judicial, mostra que ela é “inquestionavelmente tendenciosa”.
Poucos dias antes da nomeação por Hochul, James publicou no X uma mensagem de apoio à suposta vítima, identificada nos autos como Jane Doe. “O que essa jovem foi forçada a suportar é horrível e inaceitável. Estou com ela em meu coração e em minhas orações”, escreveu James em 28 de setembro. “Para ela e para todos os sobreviventes: vocês não estão sozinhos. Estamos com vocês.”
Hochul tem defendido a escolha de James diante das críticas, dizendo ter “total confiança” de que a procuradora-geral vai “olhar os fatos, examinar o registro e tirar as conclusões adequadas”. James rejeita as acusações de que prejulgou o caso e, durante um debate de campanha para procuradora-geral, afirmou que seus comentários de apoio à suposta vítima tinham a intenção de demonstrar “empatia”, sustentando que “a política para na porta” de seu escritório.
O caso se baseia em alegações de uma estudante de Cornell de que foi estuprada coletivamente em uma festa na casa da fraternidade Chi Phi em 2024. As acusações foram investigadas pela polícia da universidade, que encaminhou o depoimento juramentado de seis páginas da estudante ao gabinete do promotor distrital do condado de Tompkins. Na época, os promotores se recusaram a apresentar acusações, concluindo que a conduta descrita no depoimento não fornecia evidências suficientes para sustentar uma acusação criminal sob a lei de Nova York.
Paralelamente, Cornell conduziu uma investigação própria com base no Título IX, que resultou em medidas disciplinares contra vários dos sete acusados, incluindo a expulsão de dois estudantes e a suspensão de outros dois.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/tish-james-confronted-camera-trumps-accusation-bias-cornell-rape-case.
Fonte: Fox News.
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2026-10-16 18:20:00


