A TV Brasil apresenta neste sábado (17), às 13h30, a última edição inédita do reality show Duelo de Guitarras, dedicada à trajetória do campeão Pedro Hills. O especial relembra o desempenho do guitarrista ao longo da competição musical, que teve 16 episódios e reuniu seis artistas em disputas de estilos diversos pela premiação na guitarra elétrica.
Fluente nos ritmos das décadas de 1970 e 1980, Pedro Hills foi descrito pela produção como um roqueiro clássico com estilo próprio, comparável a um viajante no tempo. Ele liderou a etapa inicial do programa com 69 pontos. Na sequência, Lucas Mosca obteve 67,5, seguido por Lui Rabello (62,5) e Roger Oliveira (61,5). O experiente André Sampaio, com 58,5 pontos, e a guitarrista Gabi Terra, com 57,5, deixaram o confronto, mas permaneceram na casa para apoiar os colegas.
Logo na primeira batalha, no estilo rock clássico, Pedro Hills encarou Roger Oliveira. Na segunda rodada da fase classificatória, o folk e o sertanejo embalaram a disputa com André Sampaio. Sobre o ritmo sertanejo, o guitarrista destacou a necessidade de adaptação: “Você planeja algumas coisas, mas, de repente, na hora, tem que modificar a estratégia por causa da dificuldade aleatória. Não estava preparado para esse desafio, mas eu tive que criar alternativas”. Ele comparou a experiência a dirigir um carro sem a primeira e a segunda marcha: “Você tem que arrancar de terceira. Eu fiquei surpreso com o que eu consegui desenvolver ali na hora”.
Classificado às semifinais, Pedro Hills voltou a enfrentar o amigo Roger Oliveira em um duelo que definiu uma vaga na final. Cada um escolheu um ritmo para mostrar que merecia estar na decisão. Pedro optou pelo blues, enquanto Roger decidiu propor bossa e jazz. Os dois receberam mentoria direta e individual dos jurados Navalha Carrera e João Gaspar. “Escolhi pela afinidade. É um privilégio ter a mentoria, um momento só nosso com o João e a Navalha”, comentou o candidato. Sobre o desempenho, afirmou: “Só penso em botar a energia pra fora no momento. É coração. Fiquei feliz com o que consegui entregar”.
Na decisão contra Lucas Moscardini, os finalistas deveriam escolher gêneros que ainda não haviam tocado durante a produção. Pedro Hills incluiu o xote e o baião, enquanto Mosca optou pelo rock clássico. Uma surpresa aguardava os dois: precisariam tocar com um tom diferente das bases utilizadas pelos concorrentes ao longo do reality, com pouco tempo para criar os solos. “Espero levar com a maior naturalidade possível, apesar de ser um momento tenso. Estou muito feliz de tocar com o Mosca. Gostei bastante dele como pessoa e guitarrista. As palavras que me definem agora são felicidade e gratidão”, disse Pedro antes da prova. Sobre a alteração de tom, explicou: “A gente escutou muito essas bases para estudar. Nós imaginamos soluções para determinadas bases. Agora, vamos ter que desconstruir e tentar usar o novo tom. O desafio foi transpor algumas ideias que estava na cabeça e utilizar outros artifícios para superar a situação”.
O reality show foi criado pelo produtor Julio Carvana com o diretor Marcio Vianna, que assina o roteiro, e é conduzido pelo apresentador Dimi, guitarrista e entusiasta do instrumento. Os jurados Navalha Carrera e João Gaspar avaliam técnica e precisão, com valor de 5 a 10 pontos, e também emoção e criatividade, com a mesma pontuação. Os seis participantes convivem em uma casa equipada com estúdio de gravação e participam de workshops com profissionais experientes. Entre as dinâmicas, dificuldades aleatórias são sorteadas para tirar os competidores da zona de conforto, como executar o solo sem palheta ou apenas com parte das cordas da guitarra.
Análise WeekNews: O especial de encerramento concentra-se na trajetória do campeão e reforça o caráter formativo do programa, que manteve os eliminados na casa para apoiar os finalistas e incluiu atividades como workshops e a visita do veterano Victor Biglione. A estrutura do reality, com desafios aleatórios e mudança de tom na final, evidencia que a atração apostou na capacidade de improvisação como critério decisivo, e não apenas no domínio técnico dos estilos previamente ensaiados.
Fonte: Agência Brasil.
