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O Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos anualmente, mas apenas 3% desse volume é coletado formalmente. Os dados são de 2022 e integram o levantamento da Global E-waste Statistics Partnership, iniciativa ligada à União Internacional de Telecomunicações e ao Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa.
Na prática, a maior parte dos celulares, computadores, cabos e outros aparelhos que deixam de funcionar não chega aos canais adequados de descarte. Para quem tem equipamentos parados em casa, existem diferentes alternativas de entrega e reaproveitamento.
Desde 14 de outubro, os Correios recebem gratuitamente equipamentos eletroeletrônicos usados nas mais de 6 mil agências que operam o Balcão do Cidadão. O serviço aceita celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido e cabos. Os itens devem ser levados em uma caixa aberta e podem pesar até 30 quilos. Pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitas.
Outra possibilidade é recorrer aos pontos mantidos por fabricantes e pelo comércio dentro do sistema de logística reversa. Para computadores que ainda possam ser recuperados, há os Centros de Recondicionamento de Computadores, vinculados ao programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações. Esses locais recuperam equipamentos que podem ser destinados a iniciativas de inclusão digital, além de dar destinação adequada ao material que não pode ser reaproveitado.
Antes de entregar qualquer aparelho, é recomendável adotar cuidados básicos de segurança: fazer cópia dos arquivos que se deseja guardar, desconectar todas as contas, apagar as informações pessoais e retirar o chip e o cartão de memória.
Análise WeekNews: A distância entre o volume gerado e o total coletado formalmente indica que a estrutura de recebimento ainda alcança uma fração pequena do descarte. A entrada dos Correios no sistema, com mais de 6 mil pontos de atendimento, amplia a capilaridade da entrega, mas os números de 2022 mostram que a coleta formal segue em patamar reduzido diante da quantidade de resíduos produzidos no país.
Fonte: Agência Brasil.
