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O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a permanência da Força Nacional no Pará, conforme portaria publicada nesta segunda-feira (19). O efetivo seguirá atuando na preservação da ordem pública e na proteção de pessoas e do patrimônio, em conjunto com as forças de segurança estaduais e sob coordenação da Polícia Federal.
A decisão mantém a atuação federal no estado em um contexto de pressão sobre comunidades tradicionais da região do Rio Xingu. Em maio deste ano, a Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente, o Conselho Indigenista Missionário e outras entidades divulgaram uma carta em defesa das comunidades indígenas, ribeirinhas e pescadoras do médio curso do Xingu. O documento apontava o agravamento das violações contra esses povos ao longo dos anos em razão das mudanças climáticas.
A região abriga a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a quarta maior do mundo, responsável por atender a 5% da demanda de energia do país. Inaugurada há dez anos, a usina desviou até 80% do curso do Rio Xingu e inundou 516 km² de terra.
Segundo a administradora Norte Energia, R$ 8 bilhões foram investidos nos compromissos socioambientais assumidos no licenciamento do empreendimento. O projeto contou ainda com financiamento de R$ 25 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o maior da história do banco.
Análise WeekNews: a prorrogação da Força Nacional, com coordenação da Polícia Federal e atuação conjunta com a segurança estadual, mantém a presença federal em uma área que concentra tanto infraestrutura energética estratégica quanto comunidades tradicionais vulneráveis. Os números do empreendimento — 5% da demanda nacional de energia, R$ 8 bilhões em compromissos socioambientais e R$ 25 bilhões em financiamento — dimensionam a relevância da região, que segue demandando acompanhamento de segurança e proteção territorial.
Fonte: Agência Brasil.
