
A Polícia Civil de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, deflagrou nesta terça-feira (20) uma operação contra uma organização criminosa acusada de aplicar golpes bancários que somam R$ 1,27 milhão em prejuízos. Segundo a investigação, os suspeitos usaram 2,7 mil linhas telefônicas para abordar as vítimas.
Um dos casos que motivou as apurações envolve um morador de 80 anos, que perdeu R$ 180 mil. Os criminosos se passaram por funcionários de uma instituição bancária e convenceram o idoso de que havia um problema com sua conta. A partir dessa abordagem, induziram a vítima a fazer uma transferência bancária sem autorização.
A operação cumpre cinco mandados de busca e apreensão em Poá e Embu das Artes, na Grande São Paulo, além de Planaltina, em Goiás, e Brasília. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 180 mil, com o objetivo de reaver o prejuízo da vítima idosa que deu origem às investigações.
De acordo com o delegado Edmar Caparroz, que coordena a operação, o trabalho busca aprofundar as apurações, identificar todos os envolvidos e localizar outras possíveis vítimas. As buscas também visam recolher documentos, celulares, computadores e outros materiais que possam contribuir para o avanço do caso.
A investigação ocorre em um cenário de alerta sobre fraudes financeiras. A engenharia social, técnica que usa manipulação emocional para induzir decisões rápidas, responde por 40% das fraudes no país, segundo reportagem da Agência Brasil. Os criminosos costumam criar situações de urgência, como falsos call centers que afirmam ter identificado transações suspeitas, e também abordam vítimas por e-mail, WhatsApp e ligações.
Para tentar conter esses golpes, o Banco Central oferece ferramentas como o BC Protege +, que permite ao cidadão registrar que não deseja abrir contas em bancos ou outras instituições do sistema financeiro. Outra opção é o Registrato, por meio do qual pessoas físicas e empresas consultam informações compartilhadas pelas instituições financeiras com a autoridade monetária, emitem relatórios, checam pendências, verificam chaves Pix registradas e identificam contas desconhecidas.
Fonte: Agência Brasil.
