
A repórter Tâmara Freire, da Agência Brasil, está entre os finalistas do VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde, na categoria Texto para internet. A lista foi divulgada nesta terça-feira (20). O trabalho selecionado é a reportagem “Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco”, editada por Juliana Andrade e com fotos de Tomaz Silva e Fernando Frazão.
A reportagem parte de dados reunidos pelo Ministério da Saúde a pedido da Agência Brasil. Em 2025, apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19, e 63% contra o influenza, vírus causador da gripe. O levantamento também aponta que pelo menos 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) após infecção por algum subtipo do vírus Influenza entre 2023 e o início de agosto de 2026. Desse total, 25 morreram, sendo sete neste ano.
Para a jornalista, o material funciona como alerta e apelo para que as pessoas compreendam que todas as vacinas recomendadas são essenciais e seguras, evitando perdas que poderiam ser prevenidas. “As vacinas revolucionaram a história da humanidade e o programa de imunizações do Brasil é uma força reconhecida mundialmente. Infelizmente, o negacionismo da pandemia ainda reverbera, causando adoecimentos e mortes, inclusive entre gestantes e bebês”, afirma Tâmara.
Jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) há 13 anos, Tâmara atua principalmente na cobertura de saúde e ciência, com foco em vacinação, e cursa mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela foi eleita duas vezes uma das jornalistas mais admiradas da imprensa de saúde, ciência e bem-estar em prêmio promovido pelo Hospital Albert Einstein e conquistou o 3º lugar na última edição do Prêmio da Sociedade Brasileira de Imunizações, com o podcast Sala de Vacina.
“É muito gratificante ter o meu trabalho reconhecido por organizações como Sbim, Febrasgo e Opas. Esta é mais uma prova de que o jornalismo de saúde feito pela Agência Brasil é pautado pelo interesse público e pelas evidências científicas, dois princípios inegociáveis para quem luta contra a desinformação”, comemora.
O VII Prêmio SBIm de Jornalismo em Saúde é realizado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). O tema desta edição é “Vacinação da gestante: proteção para a mãe e o bebê”. A solenidade de premiação está marcada para 18 de novembro, em São Paulo.
Na categoria Texto para internet, os outros dois finalistas são Layla Shasta (Veja Saúde), com a reportagem “Vi meu filho desfalecer em meus braços: falta de vacinas na gravidez expõe bebês a doenças graves”, e Talyta Vespa e Poliana Casemiro (G1), com “Após filha morrer por complicações do VSR, mãe engravida novamente e recebe no SUS vacina que não pôde pagar na primeira gestação”.
Na categoria Impresso, concorrem Isabel Dourado (Correio da Manhã), Mariana Rosário (O Globo) e Paloma Oliveto (Correio Braziliense). Em Áudio e vídeo, os finalistas são Júlio Barros Manoel e Robbson Queiroz (Record News), Thais de Travassos e Marcela Varasquim (Record) e Zuila Duarte (TV Cabo Branco).
Análise WeekNews: os números que sustentam a reportagem finalista ajudam a dimensionar o tema escolhido pela premiação. A cobertura vacinal de gestantes contra covid-19 e influenza em 2025 ficou abaixo da totalidade do público-alvo, enquanto o levantamento do Ministério da Saúde registra casos de SRAG e mortes no período analisado. Ao reunir esses dados em uma reportagem voltada ao público amplo, o trabalho concorre em uma premiação cujo tema é justamente a proteção de mães e bebês, o que reforça a relação direta entre a pauta jornalística e o foco da edição.
Fonte: Agência Brasil.
