
Nesta quinta-feira (22), a três dias do segundo turno, encerra-se o prazo para comícios e demais atividades de campanha eleitoral. O mesmo vale para a circulação paga ou impulsionada de propaganda na internet, que também só pode ocorrer até hoje.
A partir de agora e até 24 horas após o fim da votação, ficam proibidas a publicação e a republicação de conteúdos novos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou tecnologia equivalente que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoas públicas. A restrição vale para todo o período que antecede a conclusão do pleito.
Até o próximo sábado (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda pode veicular comunicados, boletins e instruções ao eleitorado, com até dez minutos diários requisitados às emissoras de rádio e de televisão. Parte desse tempo pode ser repassada aos tribunais regionais eleitorais.
No domingo (25), os brasileiros vão às urnas das 8h às 17h para escolher o próximo presidente da República. Em seis unidades da federação — Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins —, o eleitor também define o governador ou governadora. Nesses locais, a ordem de votação na urna é governador e, em seguida, presidente.
Além disso, seis cidades brasileiras realizam eleições suplementares para prefeito. Nesses municípios, o eleitor vota primeiro em presidente e depois em prefeito.
O TSE orienta que o eleitor consulte previamente o local de votação no site do tribunal ou no aplicativo e-Título e leve uma colinha com os números dos candidatos anotados em papel. É proibido entrar com celular na cabine de votação.
Análise WeekNews: O calendário eleitoral concentra em um único dia o fim de várias frentes de campanha — comícios, propaganda paga na internet e uso de conteúdo gerado por inteligência artificial. Na prática, as últimas 72 horas antes do pleito passam a ser de comunicação já produzida e de orientação ao eleitor, com espaço restrito para novas peças. A exigência de consulta prévia ao local de votação e a proibição do celular na cabine reforçam o caráter logístico dessa reta final, em que a organização do eleitor tende a ganhar peso diante da redução das ações de campanha permitidas.
Fonte: Agência Brasil.
