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Três araras-azuis foram apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal nesta quarta-feira (21), durante uma operação de fiscalização na BR-381, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As aves eram transportadas no porta-malas de um carro, dentro de uma caixa de madeira, na altura do bairro Parque Ipiranga.
Segundo a PRF, após a abordagem e a vistoria do veículo, os agentes localizaram as três aves adultas confinadas em uma caixa pequena para o volume transportado. Elas estavam apertadas, sem espaço para se movimentar, e o compartimento não tinha água nem ventilação adequada — condições que, de acordo com a corporação, já configuram maus-tratos.
O condutor informou aos policiais que havia sido contratado para buscar os animais em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e levá-los até Contagem (MG), percurso de cerca de 460 quilômetros. Ele não apresentava autorização ou licença de órgão ambiental para transportar ou manter a posse das araras.
O motorista foi detido e encaminhado a uma delegacia, onde assinou um termo circunstanciado de ocorrência e se comprometeu a comparecer à Justiça. Ele pode responder por maus-tratos a animal silvestre, transporte ilegal e tráfico de animais.
As três araras foram retiradas da caixa, receberam água e alimentação e, em seguida, foram levadas a um centro do Ibama. Após avaliação veterinária, poderão ser devolvidas à natureza, se houver condições para isso.
A arara-azul voltou a ser incluída pelo Ministério do Meio Ambiente, em junho deste ano, na lista de espécies brasileiras vulneráveis à extinção. Além do desmatamento e dos incêndios que atingem o Pantanal, seu habitat natural, a espécie é um dos principais alvos do tráfico de animais. A população estimada no país é de cerca de 5.000 indivíduos.
Análise WeekNews: A apreensão na BR-381 reúne elementos que ajudam a dimensionar o tráfico de fauna no país: uma rota interestadual de cerca de 460 quilômetros, ausência de licença ambiental e condições de transporte incompatíveis com a sobrevivência das aves. O caso também ilustra como a fiscalização rodoviária funciona como barreira a esse tipo de crime, já que o deslocamento por estradas é uma das etapas em que os animais podem ser interceptados. A condição de vulnerabilidade da arara-azul, reforçada pela inclusão na lista do Ministério do Meio Ambiente em junho, tende a tornar cada apreensão relevante para os esforços de conservação da espécie.
Fonte: Agência Brasil.
