
Latest & Breaking News on Fox News.
O presidente da Universidade de Miami, Joe Echevarria, afirmou em entrevista ao Yahoo Sports, concedida ao repórter Ross Dellenger, que a saída da ACC e a possibilidade de o programa de futebol americano se tornar independente estão sobre a mesa. A declaração foi dada em meio ao debate sobre o novo formato de 24 equipes do College Football Playoff, que, segundo a reportagem, teria sido aprovado sem que as consequências de longo prazo fossem totalmente avaliadas.
Echevarria foi direto ao apontar a raiz da insatisfação. “Temos orgulho de ser membros da ACC”, disse. “Se a parte econômica fosse equiparada, não estaríamos tendo nenhuma dessas conversas. A questão é que estamos na segunda prateleira. É por isso que não temos voto no playoff de 24 equipes e a Big Ten e a SEC têm.”
A diferença de receita é o ponto central. Big Ten e SEC já distribuem cerca de US$ 25 milhões a mais por equipe do que a ACC, e esse intervalo pode crescer significativamente em poucos anos, quando essas conferências negociarem novos contratos. Se a ACC continuar a perder terreno, Miami pode ficar em desvantagem competitiva em relação a instituições semelhantes.
Sobre a independência, o dirigente não evitou a hipótese, mas ponderou os obstáculos. “Se tivermos que nos tornar independentes, gosto das nossas chances porque somos uma marca nacional”, afirmou. “Não gostaria de fazer isso porque o calendário [das outras modalidades] é muito difícil. É ótimo para o futebol americano, mas e o atletismo, o vôlei e a equipe de golfe?”
A entrevista também abordou uma proposta em discussão no Protect College Sports Act que impediria equipes de trocar de conferência sem antes passar vários anos como independentes. Echevarria defendeu a remoção desse dispositivo. “Vocês não podem nos prender a uma conferência”, declarou.
A reportagem contextualiza a discussão ao lembrar que, no modelo atual, títulos de conferência como os da Big Ten, ACC e SEC perderam parte do peso, já que o playoff ampliado reduz a importância dessas conquistas. A própria existência das conferências passou a ser questionada: na prática, argumenta o texto, elas funcionam hoje sobretudo para facilitar a negociação coletiva de direitos de mídia, como mostram os casos de UCLA e Rutgers na Big Ten ou de Stanford e Miami na ACC.
O exemplo citado é Notre Dame, que, por ser independente, tem mais flexibilidade de calendário e, segundo a reportagem, larga em vantagem na corrida por uma vaga no playoff de 12 equipes em relação a times da SEC que enfrentam adversários mais duros com frequência. A dúvida que fica é quantos outros programas de grande marca seguiriam o mesmo caminho caso Miami abrisse essa porta.
Análise WeekNews: A fala de Echevarria expõe uma tensão concreta entre receita e competitividade dentro do modelo atual do futebol universitário americano. A diferença de cerca de US$ 25 milhões por equipe entre ACC e as duas principais conferências é um dado objetivo que sustenta a discussão sobre a permanência de Miami. A independência, porém, aparece na própria declaração como uma alternativa com custos operacionais para as demais modalidades, o que indica que a decisão, se avançar, tende a envolver negociações sobre calendário e direitos de transmissão ainda não detalhadas.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/outkick-sports/miami-hurricanes-start-surge-college-football-teams-going-independent.
Fonte: Fox News.
Latest & Breaking News on Fox News.
2026-10-22 19:41:00


