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A senadora Susan Collins, republicana do Maine, disputa a reeleição contra o democrata Troy Jackson em uma eleição que define se a Nova Inglaterra continuará com apenas um senador do Partido Republicano. A região, formada por seis estados, reúne mais de 15 milhões de habitantes, 21 cadeiras na Câmara dos Representantes e 12 no Senado. Dessa delegação congressional, Collins é atualmente a única republicana. Segundo pesquisas citadas no material, Jackson tem leve vantagem.
Collins acumula 30 anos de atuação no Senado e, nesse período, segundo a reportagem, superou seguidas vezes democratas que eram apontados como favoritos. A deputada estadual republicana Laurel Libby, descrita como uma estrela em ascensão do partido local e possível herdeira do republicanismo centrista associado a Collins, afirmou que a senadora “é ótima no atendimento aos eleitores e se esforça para estar na comunidade”. Libby rebateu a crítica de Jackson de que Collins não realiza audiências públicas: “É meio engraçado Troy Jackson dizer que ela não faz town halls. Susan Collins está na comunidade constantemente.”
Sobre o cenário pós-Trump, Libby disse que o partido precisa oferecer “soluções de longo prazo para o Maine”. Ela criticou o histórico de Jackson no Senado estadual: “Durante o tempo de Jackson no Senado, ele é responsável pelo aumento de 70% nos nossos custos de energia. Ele apoiou um orçamento que cresceu 50%.”
As preocupações com o custo de vida também aparecem entre eleitores. Don, veterano do Vietnã na casa dos 70 anos que recentemente se mudou para Bangor vindo de uma fazenda próxima após a morte da esposa, disse que “todos aqueles democratas ao sul de Augusta acham que todo mundo é feito de dinheiro, e isso está realmente prejudicando as pessoas normais”.
Entre eleitores republicanos e alguns independentes, o nome da capital estadual é mencionado com desdém. Dan e Tess, um casal na casa dos 30 anos vindo de Massachusetts, veem Collins como uma voz centrista forte para a região. “É um problema quando todo político da Nova Inglaterra é democrata”, disse Dan, “especialmente quando os democratas estão fora do poder”. Chris, também de Massachusetts, estava no Maine atualizando linhas de transmissão e disse não saber como os republicanos podem ganhar espaço na região, defendendo que é preciso “unir as pessoas em torno de coisas que não separam lados, porque há dois lados, mas eles deveriam se encontrar no meio”.
A campanha evidenciou a diferença de apoios: Collins fez campanha ao lado do ex-senador democrata moderado Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, enquanto Jackson percorreu o estado com a deputada nova-iorquina Alexandria Ocasio-Cortez, identificada com a esquerda do partido. Para Libby, a diferença “é absolutamente representativa do que os dois trariam ao Senado”. Ela afirmou que Collins “provou que está disposta e é capaz de trabalhar de forma bipartidária para fazer as coisas acontecerem”, enquanto Jackson, segundo ela, fez o oposto no Senado estadual, incluindo supostos atalhos em relação à Constituição do Maine.
Manchin deixou o poder em grande parte por se recusar a ceder ao que a reportagem descreve como o zeitgeist da esquerda do atual Partido Democrata. Collins, por sua vez, evitou destino semelhante ao longo da última década ao se distanciar de Trump e do populismo MAGA. Uma eventual derrota de Collins seria lida por republicanos do Maine e da Nova Inglaterra como sinal de que o centrismo não funciona e de que o partido precisaria de nomes mais combativos. Nacionalmente, alguns republicanos radicais veriam a perda com bons olhos, por considerarem os moderados mais um obstáculo do que um ativo, mas a maioria do partido avalia que manter o Senado nos dois últimos anos do mandato de Trump supera as disputas ideológicas internas.
Análise WeekNews: A eleição do Maine concentra uma disputa que vai além de um único assento. Como Collins é a única republicana da delegação da Nova Inglaterra, sua eventual derrota reduziria a presença do partido na região a zero no Senado e reforçaria a leitura de que o centrismo não se sustenta eleitoralmente ali. O resultado também deve influenciar a forma como nomes mais jovens do partido, como Libby, definem a identidade republicana local no período pós-Trump.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/opinion/david-marcus-future-gop-new-england-rides-maines-senate-vote.
Fonte: Fox News.
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2026-10-25 20:23:00
