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Uma mexicana de 43 anos que vivia ilegalmente nos Estados Unidos se declarou culpada por ter simulado o próprio sequestro em 2025, alegando falsamente ter sido detida por agentes federais ou por pessoas que agiriam em nome deles. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo gabinete do primeiro procurador-assistente dos EUA para o Distrito Central da Califórnia, Bilal A. Essayli.
Yuriana Julia Pelaez Calderón, moradora do sul de Los Angeles, fabricou o próprio desaparecimento para provocar comoção na imprensa e construir a base de um processo judicial contra a Patrulha de Fronteira antes de se esconder, segundo o órgão federal.
De acordo com o gabinete do procurador, entre junho e julho de 2025 a acusada encenou a própria apreensão por agentes federais ou por intermediários que atuariam em nome do governo. Para sustentar a narrativa fraudulenta, ela fez repetidas ligações anônimas e com identificação bloqueada a diferentes pessoas.
Os documentos do processo indicam que, em 25 de junho de 2025, Calderón afirmou falsamente a uma pessoa que agentes de imigração a estavam levando sob custódia perto de uma rede de fast-food e que teriam ameaçado quebrar a janela do veículo. Dois dias depois, usando bloqueio de identificador de chamadas, teria contatado uma defensora dos direitos de inquilinos com outra versão falsa: a de que as autoridades a haviam levado a San Ysidro e a forçado a assinar papéis de deportação.
Ainda segundo os registros, no mesmo dia ela relatou a outra pessoa que havia sido transferida para um galpão desconhecido, onde estaria detida junto a outros presos. A sequência de mentiras fez com que informações falsas chegassem à imprensa e às forças de segurança, segundo as quais Calderón teria sido “sequestrada” por homens mascarados, à paisana, em um veículo sem identificação, que se apresentavam como agentes federais ou seus representantes.
Enquanto a acusada permanecia escondida em Bakersfield, as alegações motivaram organizadores comunitários a exigir sua libertação, conforme o gabinete do procurador. Em 3 de julho de 2025, ela voltou a usar o bloqueio de chamadas para dizer a uma pessoa que seria libertada em breve por causa da repercussão midiática. No mesmo dia, viajou de Bakersfield ao condado de Tulare para encenar a própria soltura pela “Patrulha de Fronteira” e procurou alguém para atuar como testemunha em seu caso.
A acusada também alterou a própria aparência para simular maus-tratos durante a custódia, e um cúmplice registrou fotografias desse visual modificado, segundo as autoridades. Nos dois dias seguintes, desligou os telefones e deixou de retornar ligações quando já sabia que as forças de segurança a procuravam.
Calderón se declarou culpada de uma acusação de conspiração para impedir, obstruir, prejudicar e frustrar o exercício legítimo das funções da Investigação de Segurança Interna (HSI) no âmbito da jurisdição federal. A audiência está marcada para 8 de fevereiro de 2027, e ela pode receber pena máxima de cinco anos de prisão federal.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/us/illegal-alien-pleads-guilty-staging-fake-kidnapping-target-border-patrol.
Fonte: Fox News.
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2026-10-26 20:40:00


