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O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou a suspensão de um programa que permitia a chineses pré-selecionados visitar as Ilhas Marianas do Norte por até 14 dias sem visto. A decisão, assinada pelo secretário Markwayne Mullin, atinge um programa criado em 2024 e que entrou em vigor no ano seguinte, durante o governo de Joe Biden.
Segundo o departamento, mais de 3 mil chineses usaram o benefício para entrar no território no ano fiscal de 2025. Os viajantes passavam por triagem da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), mas não precisavam obter visto em um consulado americano.
A suspensão entra em vigor às 14h (horário de Brasília) de 30 de outubro e vale tanto para novos candidatos quanto para quem já teve o pedido aprovado. Quem já está no território pelo programa pode concluir a estadia autorizada, mas precisará de visto para visitas futuras, salvo outra exceção legal. A medida permanecerá em vigor enquanto o departamento avalia o programa em conjunto com os secretários de Estado e do Interior.
No comunicado, o Departamento de Segurança Interna afirma que o programa, formalmente chamado de Programa de Autorização de Viagem para Vitalidade Econômica e Segurança (EVS-TAP), poderia facilitar o turismo de nascimento — quando alguém viaja aos EUA principalmente para dar à luz e garantir cidadania americana ao filho —, além de espionagem e deslocamentos ilegais para Guam, importante base militar americana. O texto não informa quantos nascimentos foram ligados a viajantes que entraram pelo programa.
O órgão também alertou que a facilidade de viagem sem visto pode reduzir as barreiras para essa prática e pressionar o sistema de saúde das ilhas. As Marianas do Norte abrigam a Base Aérea de Tinian, e Guam concentra diversas instalações militares. Embora o programa não permitisse viagens a Guam ou ao continente, o departamento citou casos anteriores de chineses contrabandeados de barco entre as ilhas e Guam, ligados a políticas de viagem anteriores, como exemplo de vulnerabilidade não eliminada.
A decisão foi precedida de pressão de senadores republicanos. Em abril, Mike Lee (Utah), Rick Scott (Flórida), John Cornyn (Texas) e Bill Cassidy (Luisiana) pediram a Mullin o fim do programa, alegando que ele incentivava o turismo de nascimento e representava riscos à segurança nacional. Lee comemorou a medida em publicação no X: “A América não é um berçário para o PCC roubar cidadania”, escreveu, referindo-se ao Partido Comunista Chinês. O gabinete do deputado Chip Roy (Texas) também saudou a decisão, lembrando que ele e o deputado Tom Tiffany (Wisconsin) haviam levantado preocupações sobre o programa em março.
A suspensão ocorre em meio a uma ofensiva mais ampla do governo Trump contra o turismo de nascimento. Uma força-tarefa do Departamento de Estado lançada em 12 de agosto já havia revogado mais de 750 vistos ligados a suspeitas dessa prática até o fim daquele mês, segundo informou a pasta. O porta-voz Tommy Pigott afirmou que as autoridades trabalham com parceiros internacionais e forças de segurança para identificar padrões de viagem que possam indicar redes de turismo de nascimento, algumas das quais ajudam visitantes a esconder o propósito da viagem e a evitar o pagamento de contas médicas. O programa das Marianas do Norte é separado do processo de visto de visitante atingido por essas revogações.
Análise WeekNews: A suspensão do EVS-TAP amplia o escopo da ofensiva do governo americano contra o turismo de nascimento, que até então se concentrava na revogação de vistos de visitante. Ao encerrar um canal que dispensava a entrevista consular, o Departamento de Segurança Interna passa a exigir desses viajantes o mesmo crivo aplicado aos demais solicitantes. Os números citados — mais de 3 mil entradas em um ano fiscal e mais de 750 vistos revogados — indicam que a medida atinge um fluxo concreto, ainda que o comunicado não quantifique quantos desses casos estavam ligados a nascimentos ou a riscos de segurança.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/dhs-suspends-visa-free-travel-program-chinese-nationals-amid-birth-tourism-security-concerns.
Fonte: Fox News.
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2026-10-26 21:37:00


