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Associações que representam companhias aéreas dos Estados Unidos e do exterior pedem que o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) reveja a nova exigência de declaração sobre Ebola que passará a valer em 3 de novembro para todos os passageiros de voos internacionais com destino ao país. A regra obriga cada viajante a confirmar que não esteve na República Democrática do Congo (RDC) nos 21 dias anteriores ao embarque.
Segundo o CDC, a exigência alcança todos que voam para os EUA ou fazem conexão no país, incluindo cidadãos americanos, portadores de green card e tripulantes. O viajante precisará preencher uma declaração em papel ou digital antes de embarcar, mesmo que nunca tenha ido à RDC. As companhias aéreas terão de recolher os formulários e guardá-los por pelo menos 42 dias após a chegada do voo aos Estados Unidos.
A Airlines for America (A4A), que representa American, Delta, Southwest, United e JetBlue, entre outras, enviou ao CDC uma carta em 26 de outubro pedindo que a exigência seja reconsiderada e que as empresas tenham mais tempo para se preparar. O grupo afirma apoiar os objetivos de saúde pública do CDC, mas considera a medida ampla demais e implementada com rapidez excessiva.
A A4A solicitou uma resposta “mais proporcional e comedida”, voltada para áreas afetadas e para passageiros que estiveram recentemente nessas regiões, e pediu o adiamento da data de início. “Mudanças nos sistemas de check-in, assinaturas digitais, procedimentos de estação e treinamento não podem ser concluídas prontamente no prazo previsto”, escreveu o grupo.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que representa mais de 370 companhias no mundo, também pediu ao CDC que reveja a exigência, segundo a Reuters. Em carta, a entidade classificou como desarrazoado exigir que todas as empresas que atendem o mercado americano modifiquem seus procedimentos para recolher declarações de cada passageiro e tripulante em menos de duas semanas.
A A4A também quer isenção para tripulantes, argumentando que documentos de aviação já trazem informações sobre as equipes e seus deslocamentos. O grupo pediu ainda dispensa para voos fretados de passageiros militares dos EUA, alegando que as Forças Armadas já acompanham a saúde e a localização dos militares.
O CDC afirma que a exigência busca reduzir o risco de entrada do Ebola nos Estados Unidos por via aérea. O período de 21 dias corresponde ao tempo máximo para o surgimento de sintomas após a exposição. Quem esteve na RDC nesse intervalo, inclusive quem apenas passou por um aeroporto do país, não poderá embarcar em voo rumo aos EUA sem isenção do governo americano. Segundo o CDC, quem fornecer informações falsas de forma consciente poderá responder a processo e multa.
O médico infectologista Tyler Evans, que atua na Califórnia e é CEO da Wellness Equity Alliance, disse que a medida representa um passo na direção certa. “Temos que garantir que isso não cruze fronteiras”, afirmou. Ele lembrou que se trata do segundo maior surto de Ebola da história e que a triagem de pessoas assintomáticas é uma ferramenta eficaz para reduzir ou mitigar a transmissão. Evans trabalhou duas vezes na resposta ao Ebola, na África Ocidental e na RDC. Para ele, o Ebola está entre as doenças infecciosas mais transmissíveis e com maior taxa de letalidade, embora muitos americanos não o vejam como relevante para si.
Análise WeekNews: a exigência entra em vigor em uma janela curta para a adaptação de companhias aéreas que operam em escala global, o que explica a convergência de pedidos de adiamento feitos por entidades de portes distintos, como A4A e IATA. Os argumentos apresentados não contestam o objetivo sanitário da medida, mas o alcance e o prazo de implementação, indicando que a discussão tende a se concentrar na calibragem operacional da regra, e não em sua necessidade.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/travel/deadly-disease-sparks-new-cdc-rule-us-bound-flyers-major-airlines-seek-delay.
Fonte: Fox News.
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2026-10-29 19:16:00

