
O Recife Antigo recebe entre os dias 11 e 14 de novembro a oitava edição do REC’n’Play, descrito como o maior festival aberto de tecnologia e criatividade do país. Organizado pelo Porto Digital e pelo Sebrae Pernambuco, o evento tem programação gratuita e o tema “O Futuro Nasce Aqui”.
A agenda inclui palestras, oficinas, debates, rodas de conversa, experiências interativas, atividades culturais, shows, arenas temáticas, programação infantil e oportunidades de negócios. Entre os nomes confirmados estão Déia Freitas, Caco Barcelos, Fabrício Carpinejar, Murilo Gun e Lenine. Na edição anterior, o festival registrou mais de 80 mil inscritos e promoveu mais de mil atividades.
Segundo Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, o evento funciona como plataforma permanente de mobilização em torno de tecnologia e inovação, que culmina em um festival de quatro dias. “O evento, inclusivo e gratuito, trata de inovação, tecnologia e economia criativa, com o objetivo de mobilizar a sociedade”, afirmou. O Porto Digital é um distrito de inovação com mais de 25 anos em Recife, reúne cerca de 24 mil colaboradores em 541 empresas e tem faturamento anual de R$ 7,4 bilhões.
Entre as novidades desta edição está a ampliação da ocupação urbana, que passa a incluir a Rua da Moeda no circuito de atividades. A programação prevê cinema de rua e uma nova configuração da Arena de Negócios, que conecta startups, empresas e investidores no recém-inaugurado Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital (Nerd).
Lucena detalhou que um palco será montado na rua para palestras, incluindo as de Carpinejar e Déia Freitas. A Arena Games será transferida para um espaço aberto embaixo do Cais do Sertão. As oficinas ganharão mais espaço, ocupando quase metade dos conteúdos. “Queremos reduzir a quantidade de mesas e aumentar a quantidade de oficinas, para trabalhar a parte educacional de uma forma muito forte”, disse.
A inteligência artificial e seus impactos no mercado de trabalho estão entre os temas em discussão, assim como a inclusão tecnológica. Segundo Lucena, um edital público recebeu centenas de propostas de oficinas e mesas de discussão, selecionadas por professores e curadores.
O presidente do Porto Digital também defendeu que o festival ajude a rediscutir o papel do Brasil na produção tecnológica. Ele citou o Índice Global de Inovação 2026, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO), que coloca o país na 53ª posição entre 139 nações. “O Brasil precisa se impor pelo seu tamanho, sua relevância e importância. Uma das ideias do festival é justamente essa: o país precisa discutir seu papel no mundo da tecnologia e da inovação, se quer ser fornecedor ou se quer ser consumidor. O que a gente defende é que ele seja fornecedor, principalmente, de aplicações na inteligência artificial”, declarou.
A programação completa já pode ser consultada no site do evento. A participação é aberta e gratuita, mas exige inscrição prévia.
Análise WeekNews: A oitava edição do REC’n’Play ocorre em um momento em que o debate sobre inovação ganha peso na agenda pública brasileira. A ampliação do circuito para a Rua da Moeda e o aumento do espaço para oficinas indicam uma tentativa de aproximar o festival do formato educacional, enquanto a discussão sobre inteligência artificial e a posição do Brasil no ranking da WIPO sugerem que o evento também serve como palco para pautar a política de tecnologia do país.
Fonte: https.
Leia mais aqui em inglês: http://https://recnplay.pe/.
