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A Jewish Student Union (JSU) promoveu sua conferência anual de presidentes de clubes, reunindo por três dias líderes estudantis do ensino médio de todo os Estados Unidos. O objetivo declarado do encontro foi preparar esses alunos para enfrentar o antissemitismo tanto nas escolas onde estudam atualmente quanto nos campi universitários que virão.
O diretor internacional da National Conference of Synagogue Youth (NCSY), rabino Micah Greenland, afirmou que estudantes judeus têm se sentido cada vez mais isolados, intimidados e ameaçados por colegas em escolas públicas. Segundo ele, a existência dos espaços da JSU torna esses clubes ainda mais importantes como locais de convivência para alunos judeus e seus aliados. Greenland disse esperar que os participantes voltem para casa capazes de se aproximar de seus pares de forma mais eficaz.
O rabino Derek Gormin, diretor-gerente da JSU, explicou que a organização começou em uma escola de ensino médio na Califórnia e já ultrapassa 500 clubes desde sua criação. Ele destacou que a interação entre os próprios jovens é uma prioridade: todos os clubes são conduzidos por adolescentes, e a entidade, embora tenha equipe internacional, não pode simplesmente chegar a uma escola e anunciar a abertura de uma unidade. Para Gormin, a força do movimento vem da relação entre aluno e aluno, de par a par.
Esse princípio ficou evidente na programação da conferência, que teve como um dos apresentadores o ativista e estudante do ensino médio Hillel Kornwasser, de Nova Jersey. Ele contou que falar diante de uma plateia de jovens da mesma idade ou um ano mais velhos lhe parece estranho, mas ressaltou que não há como adiar a luta. Apesar de ainda ser adolescente, Kornwasser disse pensar no mundo em que gostaria de criar seus futuros filhos e afirmou que não é o único de sua geração com essa preocupação, sentimento que, segundo ele, muitos participantes compartilhavam.
O encontro também reuniu educadores judeus de diferentes origens, entre eles a ativista Tessa Veksler, o ator e criador de conteúdo Noa Bess Solomon, o autor e ativista Shai Davidai e a fundadora e educadora sênior do Jerusalem Education Institute (JEI), Charlotte Korchak.
Veksler era presidente do corpo discente da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (UCSB) quando o Hamas lançou seus ataques contra Israel, em 7 de outubro de 2023. Ela relatou ter enfrentado um ano de assédio presencial e on-line, que culminou em uma campanha para destituí-la do cargo por ser pró-Israel e judia. Ex-participante da JSU no ensino médio, ela disse esperar que sua presença na conferência sirva de lembrete de que os estudantes têm mais a ganhar do que a perder ao combater o antissemitismo e defender Israel, embora reconheça que o receio de se posicionar seja legítimo. Para ela, ser estudante judeu em um campus universitário nunca foi tão assustador, com relatos de alunos atacados e professores proferindo discursos de ódio em sala de aula.
Em 2024, segundo a ABC News, Veksler foi alvo de cartazes antissemitas no campus, incluindo mensagens como “Tessa Veksler apoia genocídio” e “Sionistas não são bem-vindos”. O chanceler da UCSB, Henry T. Yang, divulgou comunicado no qual lamentou os episódios envolvendo mensagens ofensivas em redes sociais e cartazes na entrada do Multicultural Center, informando que o material havia sido removido e que a universidade conduzia uma revisão de incidente de viés por possível discriminação relacionada a religião, cidadania e origem nacional ou étnica.
Davidai, que ganhou projeção nacional após se manifestar sobre antissemitismo na Universidade Columbia, conduziu sessões de debates simulados com os estudantes. Ele orientou os participantes a combinar empatia e evidências, argumentando que não basta apresentar fatos: é preciso apelar às emoções das pessoas, reconhecer que são humanas e demonstrar empatia, mantendo a decisão final baseada em evidências. O ativista também ensinou que volume não torna um argumento correto nem digno de engajamento, conclusão que disse ter tirado de pesquisas para seu livro sobre o movimento antijudaico nas universidades americanas. Segundo ele, quem mais faz barulho nos campi, incluindo professores, funcionários e alunos, representa uma opinião minoritária, mas com muito poder e controle da agenda.
Korchak, por sua vez, enfatizou a importância de os alunos conhecerem a própria história e saberem explicar o que lhes é pedido defender.
Análise WeekNews: A conferência da JSU aposta em um modelo de formação conduzido por jovens para jovens, o que a própria entidade descreve como sua principal força. Ao reunir relatos de experiências em campi universitários, como o de Veksler, e orientações práticas de comunicação, como as de Davidai, o encontro busca transformar vivências de hostilidade em repertório de argumentação. O formato indica que a organização trata o ambiente universitário como continuação direta dos desafios já enfrentados no ensino médio.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/jewish-teens-prepare-combat-antisemitism-campus-history-humor-courage.
Fonte: Fox News.
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2026-11-08 09:00:00

