Golpe do Oi, mãe usa mensagem de celular quebrado para enganar pais; saiba como se proteger




Golpe do Oi, mãe usa mensagem de celular quebrado para enganar pais; saiba como se proteger
Fonte da imagem: Fox News (Kurt “CyberGuy” Knutsson)

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Um novo golpe de mensagem de texto tem feito muitos pais pararem para pensar. A mensagem, que chegou a redações de tecnologia nesta semana, diz: “Oi, mãe, me mande mensagem aqui no meu telefone de trabalho. Deixei meu celular cair na pia mais cedo e ele não liga mais.” O texto vem de um número desconhecido e, em seguida, pede que a vítima envie mensagem para outro número também desconhecido. Esse detalhe é crucial: o golpista quer transferir a conversa para um novo canal antes que a pessoa pare para verificar quem realmente está do outro lado.

A mensagem parece pessoal à primeira vista. Não há link estranho, nenhum pedido óbvio de dinheiro. Em vez disso, ela começa com um pequeno drama familiar e uma desculpa plausível. É isso que torna o golpe do “Oi, mãe” tão sorrateiro. Especialistas em segurança digital alertam que a tática explora a reação instintiva dos pais diante de um filho que parece estar em apuros.

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Fonte da imagem: Fox News (Brent Lewin/Bloomberg via Getty Images)

O golpe funciona porque soa comum. Um filho ou filha mandando mensagem do telefone do trabalho parece possível. Um celular caído na pia parece crível. Uma mensagem curta de alguém que parece apressado pode parecer real o suficiente para fazer a pessoa responder. Esse é exatamente o ponto. Os golpistas sabem que os pais podem reagir rapidamente quando um filho parece precisar de ajuda. Eles não precisam de uma história perfeita, apenas de uma pequena brecha.

Assim que a vítima responde, o golpista pode manter a conversa. O pedido pode mudar de “me mande mensagem aqui” para “você pode me ajudar a pagar um novo telefone?” ou “preciso de dinheiro agora”. Cada palavra na mensagem tem um propósito específico para tornar um número estranho crível.

“Oi, mãe” — o golpista não usa um nome real, o que torna a mensagem mais fácil de enviar para muitas pessoas. Ainda assim, se a pessoa que lê é mãe, de repente parece pessoal. Essa frase tenta criar uma conexão emocional instantânea. “Me mande mensagem aqui” — isso instrui a vítima a responder nos termos do golpista e mantém a troca dentro de mensagens de texto, dando tempo para o criminoso pensar, digitar e ajustar a história conforme a resposta.

“No meu telefone de trabalho” — explica por que o número parece desconhecido. O golpista sabe que a vítima pode estranhar o filho mandando mensagem de um número estranho, então já dá uma desculpa antes mesmo de ser questionado. “Deixei meu celular cair na pia” — é a isca. As pessoas deixam celulares caírem em pias, vasos sanitários, piscinas e poças o tempo todo. O detalhe parece normal o suficiente para não ser questionado.

“Mais cedo” — essa palavra cria um problema recente sem dar muitos detalhes. Sugere que o acidente acabou de acontecer, mas evita informações específicas que poderiam ser verificadas. “Completamente sem resposta agora” — essa linha bloqueia a etapa de verificação mais óbvia. Se a vítima tentar ligar para o telefone real, o golpista já deu um motivo para ele não funcionar, o que pode fazer com que a pessoa envie mensagem para o novo número.

O que pode acontecer se a vítima responder a um falso texto familiar? A primeira mensagem pode parecer inofensiva. A segunda pode iniciar o golpe de verdade. O golpista pode alegar que precisa de dinheiro para um telefone novo, pedir para pagar uma conta porque o aplicativo bancário está bloqueado, ou pressionar a vítima a usar Zelle, Venmo, Cash App, criptomoedas ou cartões-presente. Alguns golpistas também podem pedir um código de segurança único, fingindo que o código é necessário para restaurar o telefone, verificar uma conta ou resolver um problema de pagamento. Especialistas alertam: não compartilhe esse código. Um código de verificação pode permitir que o golpista invada a conta bancária, e-mail, Apple ID, conta do Google ou operadora de telefone da vítima.

Por que esse golpe tem como alvo os pais? Os pais são programados para responder quando um filho parece estar enrascada. Os golpistas sabem disso. Eles usam preocupação, timing e confusão para baixar a guarda. A mensagem também evita explicações excessivas, o que a torna mais natural. Muitos textos reais de familiares são curtos, apressados e um pouco bagunçados. No entanto, o maior sinal de alerta é a configuração de dois números: um número desconhecido envia a mensagem, e outro número desconhecido é colocado dentro do texto. Essa transferência é a tentativa do golpista de puxar a vítima mais fundo na armadilha.

Antes de responder a uma mensagem como essa, especialistas recomendam seguir alguns passos para garantir que se está lidando com um familiar real. Primeiro, não responda à mensagem. Evite responder, mesmo para dizer que o remetente errou o número. Uma resposta pode confirmar que o número está ativo, o que pode levar a mais mensagens de golpe depois. Em segundo lugar, ligue diretamente para a pessoa real usando o número já salvo nos contatos. Não ligue nem envie mensagem para o número dentro da mensagem suspeita. Se o filho ou familiar não atender, tente outra forma confiável de contato.

Terceiro, faça uma pergunta de verificação pessoal. Pergunte algo que apenas a pessoa real saberia. Seja específico. Evite qualquer coisa que um estranho possa descobrir nas redes sociais. Quarto, nunca envie dinheiro por causa de um texto urgente. Pause antes de enviar dinheiro devido a qualquer mensagem familiar urgente. Tenha cuidado extra com Zelle, Venmo, Cash App, cartões-presente e criptomoedas. Esses métodos de pagamento podem ser rápidos e alguns são difíceis de reverter.

Quinto, não compartilhe códigos de verificação. Nunca envie uma senha única do banco, Apple ID, Gmail, operadora de telefone ou aplicativo de pagamento. Um familiar real não deve precisar do código de segurança privado da vítima. Sexto, use um software antivírus forte. Um bom antivírus pode ajudar a proteger o telefone, tablet e computador contra links maliciosos, páginas de phishing e ameaças ocultas. Isso se torna ainda mais importante se o golpista enviar um link de acompanhamento após a resposta. Sétimo, considere usar um serviço de remoção de dados. Um serviço de remoção de dados pode ajudar a reduzir quantas informações pessoais aparecem online. Isso é relevante porque os golpistas geralmente usam detalhes expostos para tornar suas mensagens mais convincentes.

Se a vítima já respondeu, a orientação é parar de enviar mensagens imediatamente. Não se explique, não discuta com o remetente, não tente pegá-lo em uma mentira. Tire um print da conversa. Depois, ligue para o familiar real usando um número de confiança. Se a vítima compartilhou um código de verificação, mude a senha dessa conta imediatamente usando um gerenciador de senhas e verifique a atividade recente da conta. Se enviou dinheiro, entre em contato com o banco ou aplicativo de pagamento o mais rápido possível. A rapidez pode fazer diferença.

O golpe do “Oi, mãe” funciona porque parece familiar. O golpista começa com um pequeno problema familiar em vez de uma grande exigência. Isso faz a mensagem parecer menos suspeita e mais urgente. A jogada mais segura é pausar antes de responder. Ligar para a pessoa real usando um número já confiável. Se a história for verdadeira, é possível ajudar. Se não for, deve-se denunciar e bloquear a mensagem. Essa pequena pausa pode proteger o dinheiro, as contas e até mesmo outros membros da família.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/tech/hi-mom-text-scam-how-to-spot-fake-emergency-texts.

Fonte: Fox News.

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2026-07-05 13:13:00

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