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Aos 93 anos, o árbitro inglês Frank Foster continua em campo três vezes por semana, ostentando cartões vermelhos e amarelos e percorrendo o gramado com disposição. Veterano de cerca de 5.500 partidas em 46 anos de carreira, o bisavô credita sua longevidade e resistência aos hábitos saudáveis cultivados ao longo da vida, com destaque para a alimentação. Segundo a agência SWNS, Foster atribui sua forma física excepcional às rígidas rações de guerra que consumiu na adolescência, o que, segundo ele, garantiu que crescesse comendo “comida saudável” em vez de “doces e bolos”.
Décadas depois, sua preparação para o dia de jogo continua sendo impulsionada por uma nutrição equilibrada. Sempre começa com uma tigela de mingau de aveia, cereal ou torrada com marmelada pela manhã, para ter energia suficiente para os 90 minutos de partida. A refeição o mantém ativo para apitar jogos masculinos, femininos e infantis, um hobby sobre o qual brinca que nunca vai apitar o apito final.
A mente afiada e a presença autoritária em campo são tão fortes quanto sua resistência física. Veterano militar, Foster passou no exame de arbitragem em 1980 com 98% de acerto e recorre à disciplina tradicional para manter o controle das partidas. Ele acredita que os árbitros de elite modernos são “moles” demais e permitem que as artimanhas dos jogadores estraguem o esporte.
Para manter a ordem e evitar que os atletas se excedam, Foster estabelece regras rígidas antes do início da partida. Não tem paciência para intimidação ou simulações teatrais. “Aqueles que caem como se tivessem levado um tiro, bem, eu simplesmente os puno”, disse. Ele é igualmente inflexível quando os times tentam cercá-lo em campo. “Não deixaria que me cercassem de jeito nenhum”, contou à SWNS. “Eu diria aos jogadores: ‘Fiquem onde estão’ e ‘Se vocês se moverem mais um centímetro, vou dar um cartão amarelo’. Você precisa impor sua autoridade e deixar claro quem está no comando.”
Foster também evita o estresse moderno da revisão de lances por vídeo, que, segundo ele, cria “agressividade e decepção” desnecessárias por causa de impedimentos milimétricos. “Às vezes é só o dedo do pé do jogador que está impedido — é ridículo”, afirmou, acrescentando que a tecnologia “estraga o jogo”.
O árbitro, natural de South Yorkshire, na Inglaterra, diz que “nunca pensou” que ainda estaria apitando aos 93 anos, mas aproveita esse dom ao máximo. Mantém seu uniforme sempre lavado, garantindo que esteja “limpo e arrumado” para entrar em campo. Também limpa as chuteiras pretas da Adidas após cada partida, deixando-as “bem limpas” para o próximo jogo.
Foster começou a arbitrar em 1980 e, até hoje, não dá sinais de parar. Sua rotina matinal com mingau e a disciplina de tempos de guerra continuam sendo a base de uma carreira que já dura quase meio século.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/health/93-year-old-soccer-referee-credits-war-time-rations-discipline-longevity.
Fonte: Fox News.
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2026-07-05 15:25:00
