
NME.
O Bilbao BBK Live 2026 chegou ao fim na noite de sábado, 12 de julho, após três dias de música intensa sob o sol escaldante do País Basco. A edição de 20 anos do festival, realizada na encosta do Monte Cobetas, reuniu um público fiel que testemunhou uma programação eclética, com direito a apresentações marcantes de FKA Twigs, Robbie Williams, CMAT e David Byrne. O encerramento ficou por conta de IDLES e Lily Allen, que entregaram shows de naturezas opostas, mas igualmente catárticas.
A banda britânica IDLES subiu ao palco principal às 23h e não poupou energia. Começando com a nova faixa ‘Levitator’, o quinteto de Bristol rapidamente incendiou a plateia com guitarras viscerais e os gritos de protesto do vocalista Joe Talbot. Durante ‘Never Fight A Man With A Perm’, o guitarrista Mark Bowen, bigodudo e vestindo um vestido rosa choque, surfou sobre o público, enquanto ‘Mother’ ganhou uma adaptação na letra: Talbot trocou o verso original sobre assustar conservadores por uma versão contra fascistas, adaptada ao público europeu.
O show dos IDLES foi um mistura de amor e fúria, com direito a homenagens ao Interpol, banda que se apresentou mais cedo no mesmo palco. “É um sonho dividir o palco com uma das principais razões pelas quais estou em uma banda, o Interpol e o Matt, do The Walkmen”, declarou Talbot. Antes de tocar ‘Danny Nedelko’, hino pró-imigração, ele fez uma dedicatória especial: “a todos os imigrantes que tornam nossos países melhores, ao povo basco e a três membros do IDLES”. A performance foi descrita como um soco no estômago sonoro e uma afirmação de vida, deixando claro que a banda está em ótima forma para o sexto álbum.
Já Lily Allen, que se apresentou à 0h15 no palco San Miguel, trouxe um espetáculo teatral e conceitual. Diferente de um show pop tradicional, ‘West End Girl’ é uma peça musical sem nenhum dos antigos sucessos da cantora. Apesar de críticas mistas na estreia em Londres, Allen pareceu mais solta e confiante em Bilbao. Mesmo sem interagir com o público, ela entregou ‘Ruminating’ como um pop hit e dançou ‘Nonmonogamummy’ no estilo TikTok, usando um avental dos anos 1950 com a palavra ‘CUCK’ bordada.
O figurino de Allen foi um show à parte. Além do avental provocante, ela usou shorts azuis com strass para ‘Pussy Palace’, um body pin-up para ‘Sleepwalking’, o já icônico vestido de recibos, a bolsa da Duane Reade e um sutiã cônico em homenagem a Madonna. Ao final, recebeu um buquê de flores e o jogou para a plateia. Embora não tenha sido um show de festival tradicional, a força do projeto pós-término de relacionamento conquistou o público.
O sábado também teve a apresentação do Interpol, que enfrentou os 35°C de Bilbao com seu visual gótico e elegante. O vocalista Paul Banks, de cabelo platinado, liderou a banda por um set que passeou pelos dois primeiros álbuns, incluindo os hits ‘Evil’, ‘Obstacle 1’ e ‘Slow Hands’, que incendiou o mosh pit.
No palco Johnnie Walker, o duo italiano Mind Enterprises lotou a tenda com seus hits de Italo-disco. Andrea Tirone e Roberto Conigliaro, um de camisa social e o outro de shorts azuis, criaram uma atmosfera divertida e dançante, comparada ao estilo do grupo britânico Getdown Services.
Fechando a noite no palco Repsol, a DJ HorsegiirL, metade humana e metade equina, subiu ao palco vestida de cavalo e tocando flauta de pã. Seu set clubístico incluiu faixas do álbum de estreia ‘Nature is Healing’, além de um remix de Pitbull e ‘I Like To Move It’, do Reel 2 Real. A plateia animada correspondeu à mistura de brilhantismo e loucura.
Com uma edição histórica, o Bilbao BBK Live 2026 se despediu celebrando duas décadas de música, deixando a expectativa para os próximos 20 anos.
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Fonte: NME.
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2026-07-12 10:30:00
