
NME.
O Mad Cool Festival 2026 chegou ao fim neste sábado (11 de julho) com uma programação de peso que celebrou os 10 anos do evento madrileno. O quarto e último dia reuniu desde nomes consagrados como Nick Cave & The Bad Seeds, David Byrne e Pulp até talentos emergentes como Jalen Ngonda, que abriu o palco principal da Região de Madri. A edição deste ano, marcada por temperaturas escaldantes, encerrou com apresentações que mesclaram emoção, nostalgia e surpresas.
Jalen Ngonda, cantor de soul nascido em Maryland e radicado em Londres, foi o responsável por aquecer o público no início da noite. Com seu álbum mais recente, ‘Doctrine Of Love’, o artista e sua banda ofereceram um som suave e envolvente, ideal para aliviar o cansaço de três dias intensos de festival. A performance foi descrita como um bálsamo para os festivaleiros, que puderam recarregar as energias para as atrações seguintes.
Matt Berninger, vocalista do The National, subiu ao palco no sábado para mostrar seu trabalho solo. Em entrevista ao NME no ano passado, ele definiu seu álbum ‘Get Sunk’ como “um disco de sábado”. A declaração se concretizou na apresentação, que teve a maior parte do repertório baseada nesse trabalho. Berninger também reservou espaço para dois clássicos de sua banda principal: ‘Slow Show’ e ‘Terrible Love’, que provocaram coros animados sob o sol do fim de semana.
Nick Cave & The Bad Seeds foram um dos headliners da noite e entregaram uma performance que, segundo a crítica do NME, “exige uma energia especial para trazer tamanha euforia a esse nível de melancolia”. Cave, que tem falado abertamente sobre sua jornada do luto à abertura do coração, transformou o show em um exercício de exorcismo e celebração do espírito humano. O público pôde sentir cada nota, em uma apresentação que mexeu com as emoções de forma visceral.
David Byrne, por sua vez, surpreendeu ao optar por não focar em seu mais recente trabalho solo, ‘Who Is The Sky?’, de 2025. Em vez disso, o ex-Talking Heads presenteou os fãs com uma série de sucessos da banda que o consagrou. O encerramento veio com a dobradinha ‘Once In A Lifetime’ e ‘Burning Down The House’, que não deixou ninguém parado. A escolha agradou em cheio o público, que esperava justamente esses clássicos.
O encerramento do festival ficou a cargo do Pulp, que adotou a filosofia de “só hits” para sua apresentação. A banda de Sheffield abriu com dois clássicos absolutos – ‘Sorted For E’s & Wizz’ e ‘Disco 2000’ – e incluiu uma faixa mais recente, ‘Spike Island’. O ponto alto veio no final, quando o crescendo de ‘Common People’ coincidiu com o apito final da vitória da Inglaterra sobre a Noruega na Copa do Mundo, resultado que os fãs acompanhavam ao vivo pelos celulares. A festa foi completa.
O Mad Cool 2026, que teve o NME como parceiro oficial de mídia, consolidou-se mais uma vez como um dos grandes festivais da Europa, unindo artistas de diferentes gerações e estilos em uma celebração que já deixou saudades. Agora, os organizadores já miram a próxima edição, enquanto os fãs começam a sonhar com o que virá.
Fonte: NME.
NME.
2026-07-12 11:19:00


