
Page Six.
A rainha Camila foi fundamental para o reencontro entre o príncipe Harry e o rei Charles III, ocorrido em julho deste ano. De acordo com a biógrafa real Catherine Mayer, em entrevista à revista People publicada nesta quarta-feira, Camila é uma “parte inegociável” da vida de Charles e, sem ela, não há reconciliação possível entre o monarca e o filho caçula.
O encontro aconteceu em 10 de julho, na residência particular do rei em Highgrove House. Harry esteve acompanhado da esposa, Meghan Markle, e dos dois filhos do casal, o príncipe Archie, de 7 anos, e a princesa Lilibet, de 5. Foi a primeira vez em quatro anos que Charles, que atualmente enfrenta um tratamento contra o câncer, viu os netos. Detalhes da reunião não foram divulgados publicamente. Uma fonte próxima à família real afirmou à People que é melhor que as pessoas não saibam nada sobre esses encontros, para que os laços familiares possam ser restabelecidos.
A relação de Harry com a madrasta sempre foi complicada. Em 2023, durante uma entrevista ao programa 60 Minutes para promover seu livro de memórias “Spare” (O que Sobra, em tradução livre), o duque de Sussex chamou Camila de “vilã” no relacionamento dos pais. Ele alegou que ela teria vazado informações para a imprensa para reabilitar sua própria imagem. “Havia uma disposição aberta de ambos os lados para trocar informações”, disse Harry na ocasião. “E, com uma família construída em hierarquia, e com ela a caminho de se tornar rainha consorte, haveria pessoas ou corpos deixados na rua por causa disso.”
Em seu livro, Harry também revelou que ele e o irmão, o príncipe William, pediram ao pai que não se casasse com a atual rainha. “Não achávamos que fosse necessário”, escreveu Harry. “Achávamos que isso causaria mais mal do que bem e que, se ele estava com sua pessoa, isso já bastava. Por que ir tão longe quando não é necessário?” Os irmãos, hoje afastados, acabaram aceitando o casamento, ocorrido em 2005, porque queriam ver o pai feliz.
A visita de Harry e Meghan ao Reino Unido, no entanto, não foi tranquila. De acordo com a Page Six, a viagem “se transformou em um pesadelo” depois que o casal teve negada a segurança financiada pelos contribuintes e o Palácio de Buckingham retirou a oferta de hospedagem na residência real. Meghan, de 44 anos, não compareceu a um evento dos Jogos Invictus com Harry, que passou a maior parte da viagem sem a família, exceto pelo encontro com Charles e Camila.
O príncipe William, por sua vez, não se encontrou com o irmão mais novo. A especialista em realeza Kinsey Schofield disse à Page Six que o futuro rei “entende” por que Charles se reuniu com Harry, mas acredita que o irmão “não conquistou o direito de voltar à confiança da família”.
Apesar das tensões, a biógrafa Catherine Mayer reforçou que a presença de Camila é indispensável para qualquer aproximação. “Ela é uma parte inegociável da vida de Charles”, reiterou. “Não há reconciliação com ele sem ela.” O encontro em Highgrove, embora discreto, sinaliza um possível recomeço nas relações familiares, ainda que cercado de cautela e sem transparência pública.
O Palácio de Buckingham não se pronunciou oficialmente sobre o teor da reunião, e os detalhes seguem restritos ao círculo íntimo da família real. A expectativa é que, com o tempo, novos encontros possam ocorrer, mas sempre com a mediação de Camila, que se consolida como figura central na dinâmica entre pai e filho.
Leia mais aqui em inglês: https://pagesix.com/2026/07/16/royal-family/queen-camillas-role-in-prince-harry-king-charles-reunion-revealed/.
Fonte: pagesix.com.
Page Six.
2026-07-16 13:26:00

