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Jennifer Finch, baixista da banda L7 e uma das figuras mais influentes da cena punk de Los Angeles, morreu no sábado (18 de julho) após uma batalha contra um câncer cerebral agressivo. Ela tinha 59 anos.
A morte foi confirmada pelo grupo em uma publicação no Instagram, acompanhada de uma homenagem emocionante. “Estamos arrasados com a perda de nossa amada companheira de banda, irmã e amiga Jennifer Finch, cujo espírito feroz, humor e criatividade sem limites ajudaram a moldar o L7 e mudaram nossas vidas para sempre”, dizia o comunicado. “Jennifer era uma original genuína que viveu inteiramente em seus próprios termos, e o impacto que ela causou na música, na arte e em todos que tiveram a sorte de conhecê-la não pode ser medido. Nós a amamos além das palavras e a carregaremos conosco para sempre. Descanse em poder, nossa querida amiga.”
A notícia veio após o anúncio de que Finch estava em tratamento para um câncer cerebral agressivo. Devido ao diagnóstico e ao tratamento, ela deixou a próxima etapa americana da ‘Last Hurrah Tour’ do L7, que havia sido programada quando ela estava com boa saúde. Na ocasião, ela pediu que seus colegas de banda continuassem conforme o planejado.
Finch era membro central da formação clássica do L7, tendo entrado para o grupo em 1987. Com seu baixo, ela ancorava o som pesado de guitarras da banda — instrumento que ela descreveu certa vez como “uma resposta, não uma iniciação”. “Às vezes na vida nós respondemos e às vezes nós iniciamos. O baixo é a oportunidade de responder entre o ritmo, o tom e a progressão”, disse ela à Guitar World em 2025.
Ao lado de Donita Sparks, Suzi Gardner e Dee Plakas, Finch ajudou a definir a mistura de humor e comentário político contundente do L7. Fora da música, ela também era fotógrafa, escritora e artista visual, construindo uma prática multidisciplinar que refletia o mesmo espírito cru e autodirigido que trazia para a música.
Finch tocou em outras duas bandas, OtherStarPeople e The Shocker, e fundou seu próprio selo, Little Pusher Records. Em 2015, o L7 se reuniu com sua formação clássica após ter se separado em 2001. Em 2017, lançaram o primeiro material inédito em 18 anos — a faixa anti-Trump ‘Dispatch From Mar-A-Lago’, seguida por ‘I Came Back To Bitch’ em fevereiro.
Os ícones cult dos anos 1990 também lançaram o documentário ‘L7: Pretend We’re Not Dead’, que foi indicado ao VO5 Award em 2018, e o álbum mais recente, ‘Scatter the Rats’, no ano seguinte.
Uma campanha no GoFundMe foi criada por amigos e familiares para cobrir os custos do tratamento e da recuperação de Finch, além de apoiar a criação de um arquivo de seu trabalho e a conclusão do que foi descrito como “um projeto criativo significativo” programado para ser lançado no ano que vem.
Quando o diagnóstico foi anunciado, diversos artistas se mobilizaram para divulgar a página do GoFundMe. Entre eles estavam o Garbage — que descreveu a baixista como “uma alma tão especial e precisa de cuidados médicos sérios” —, Michael Stipe, do R.E.M., o vocalista do Tool, Maynard James Keenan, Brian “Head” Welch, do KoRn, Guy Picciotto, do Fugazi, Kathleen Hanna, do Bikini Kill, e Adrienne Armstrong, entre outros.
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Fonte: NME.
NME.
2026-07-19 01:51:00
