
World Soccer Talk.
A confusão generalizada que tomou conta do gramado do MetLife Stadium logo após o apito final da decisão da Copa do Mundo de 2026, vencida pela Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na prorrogação, continua gerando desdobramentos. O meia Gavi, do Barcelona, um dos jogadores espanhóis envolvidos no entrevero com o argentino Leandro Paredes, quebrou o silêncio e se posicionou contra uma eventual punição ao adversário.
Em declaração reproduzida pelo perfil Zona Mixta no X (antigo Twitter), Gavi afirmou que, apesar de ter sido alvo da agressão, não acredita que uma suspensão seja a medida adequada. “Vou dizer a verdade: não acho que eles devam ser suspensos. Entendo que não seja uma boa imagem para as crianças, mas acho que existe também aquela parte do futebol que é um pouco mais física. No fim das contas, é tudo futebol, e deveria continuar sendo assim, apenas futebol”, declarou o jogador de 21 anos.
O tumulto começou imediatamente após o apito final, quando os reservas da Espanha invadiram o campo para celebrar. As câmeras flagraram Paredes agarrando o zagueiro espanhol Eric Garcia pelo pescoço durante a confusão. Instantes depois, o argentino se envolveu em uma nova altercação com Gavi, jogando-o ao chão. A cena rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do torneio.
Inicialmente, informações não oficiais deram conta de que o árbitro Slavko Vincic teria mostrado o cartão vermelho para Paredes por sua conduta. No entanto, a Fifa esclareceu posteriormente que nenhum cartão foi de fato aplicado. Apesar disso, o caso ainda não está encerrado: a entidade abriu uma investigação disciplinar sobre a conduta da delegação argentina após a final.
A investigação pode resultar em sanções não apenas para Paredes, mas também para outros membros da comissão técnica e do elenco argentino. Entre os citados estão o lateral Nahuel Molina e o auxiliar técnico Roberto Ayala, ambos envolvidos em incidentes separados durante o caos pós-jogo.
Ayala, por sua vez, foi flagrado desferindo um soco no meia espanhol Dani Olmo. Dias depois, o auxiliar abordou o episódio em entrevista ao programa Esports Migdia, da rádio Valencia Capital, demonstrando arrependimento e afirmando que pretende se desculpar pessoalmente com Olmo. “Obviamente, lamento. Dada a posição que ocupo, não posso permitir que um sentimento, ou o que quer que eu receba do outro lado, mude meu humor e minhas ações. Sinto muito, para mim essas são coisas que ficam no momento e pronto”, disse Ayala.
O auxiliar, no entanto, minimizou a gravidade do ocorrido, classificando a ação como um empurrão, e não um soco, como foi amplamente noticiado. “Para mim, é preciso cortar as coisas e deixar por isso mesmo. Foi mais um empurrão do que qualquer outra coisa, não foi um soco como estão dizendo, e acabou ali. Foi uma reação a algo que foi dito, mas é isso; se eu o vir, obviamente vou me desculpar pessoalmente”, explicou.
Ayala concluiu assumindo a responsabilidade por seus atos, mas contextualizando sua intenção no calor do momento. “Minha intenção era entrar e separá-los, mas às vezes você se envolve em coisas que acontecem com a adrenalina a mil. Isso não é desculpa, no entanto, e dada a posição que ocupo, meu comportamento tem que ser diferente, não importa o que eu esteja recebendo”, finalizou.
Enquanto a Fifa não conclui a investigação, o episódio segue como um dos grandes temas de debate no mundo do futebol, opondo a defesa de Gavi por um tratamento mais esportivo e a necessidade de se coibir a violência dentro de campo.
Leia mais aqui em inglês: https://worldsoccertalk.com/news/gavi-breaks-silence-on-leandro-paredes-after-post-final-brawl-at-the-2026-world-cup/.
Fonte: World Soccer Talk.
World Soccer Talk.
2026-07-22 12:43:00
