Líder do DSA defende abolir Senado, fronteiras e prisões; divisão no Partido Democrata se aprofunda

Líder do DSA defende abolir Senado, fronteiras e prisões; divisão no Partido Democrata se aprofunda
Fonte da imagem: Fox News (Asra Q. Nomani/Fox News Digital)

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A co-presidente nacional do Democratic Socialists of America (DSA), Megan Romer, afirmou em entrevista à Fox News no domingo que a organização defende a abolição do Senado, das fronteiras nacionais, das prisões e de outras instituições americanas, expondo a agenda abrangente do movimento em meio ao aprofundamento das divisões ideológicas dentro do Partido Democrata.

Questionada pela apresentadora Shannon Bream se o DSA defende a abolição do Senado, Romer respondeu: “Verdadeiro”. Ela também confirmou o apoio da organização à substituição da presidência e da Suprema Corte, à abolição do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas), à eliminação gradual das fronteiras nacionais com anistia para imigrantes em situação irregular, ao corte de verbas do Pentágono, à extinção gradual das prisões e à transferência da maioria das grandes corporações para o controle público.

DSA co-chair defends proposals to abolish Senate, ICE and prisons
Fonte da imagem: Fox News (Al Drago/Getty Images)

Romer classificou algumas propostas, como a abolição de fronteiras e prisões, como parte de uma visão de longo prazo do DSA. Sobre o Senado, ela chamou a câmara de “instituição anacrônica”, projetada para limitar a influência dos cidadãos comuns. “Vem da Câmara dos Lordes britânica”, disse. “O Senado fazia parte do sistema criado para garantir que o povo não tivesse muita voz. Queremos expandir significativamente o Congresso, mas torná-lo uma legislatura unicameral”, explicou.

A líder socialista também defendeu a decisão do DSA de lançar candidatos pela legenda democrata, apesar das críticas de líderes do partido que argumentam que a organização deveria formar seu próprio partido. “Os dois partidos, ao longo de anos e décadas, criaram um sistema em que o acesso à legenda é extremamente difícil para terceiros partidos”, afirmou Romer. “Concorremos pela legenda democrata onde faz sentido. Às vezes lançamos candidatos independentes quando isso é viável, mas é uma questão de legenda. O que importa é o que os eleitores pensam, e os eleitores estão escolhendo esmagadoramente nossos candidatos”, completou.

As declarações ocorrem em um momento em que um número crescente de democratas proeminentes alerta que o partido corre o risco de alienar eleitores ao abraçar posições defendidas pelo DSA. O deputado democrata Henry Cuellar, por exemplo, já rejeitou abertamente a agenda socialista, afirmando que os socialistas estão tentando “usar” o Partido Democrata.

Em 20 de janeiro de 2025, durante a posse presidencial, membros do DSA marcharam em Washington, D.C., equiparando a administração Trump que se iniciava ao “fascismo”. A entrevista de Romer à Fox News reforça o posicionamento radical do grupo, que busca transformações estruturais profundas nos Estados Unidos.

A líder do DSA não hesitou em responder afirmativamente a uma série de perguntas sobre o desmantelamento de instituições americanas, deixando clara a plataforma do movimento. Enquanto isso, as tensões dentro do Partido Democrata continuam a crescer, com alas moderadas e progressistas disputando o rumo da legenda.

Romer, ao justificar a abolição do Senado, argumentou que a instituição foi concebida para frear a vontade popular, algo que o DSA considera antidemocrático. A proposta de um Congresso unicameral expandido visa, segundo ela, dar mais poder diretamente aos cidadãos.

A defesa da anistia para imigrantes indocumentados e da eliminação de fronteiras também faz parte do programa de longo prazo do DSA, assim como o desinvestimento no Pentágono e a substituição do sistema prisional por alternativas ainda não detalhadas. A transferência de grandes corporações para propriedade pública é outra bandeira histórica do socialismo democrático.

Apesar das críticas, Romer insiste que o DSA continuará usando a legenda democrata para eleger seus candidatos, uma estratégia que tem gerado resultados eleitorais, segundo ela. A entrevista acirrou o debate sobre até que ponto o Partido Democrata deve se alinhar com as pautas socialistas para manter sua base unida.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/media/dsa-co-chair-embraces-abolishing-senate-ice-borders-democratic-infighting-escalates.

Fonte: Fox News.

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2026-07-26 15:44:00

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