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Um novo estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine sugere que a privação regular de sono pode estar associada ao ganho de peso e ao aumento da circunferência abdominal. A pesquisa, conduzida por cientistas do Columbia University Irving Medical Center, acompanhou 95 adultos com risco elevado de doenças cardíacas ou metabólicas durante duas fases de seis semanas cada: uma com sono adequado e outra com redução de aproximadamente 90 minutos na duração do sono noturno.
Ao final do período de restrição de sono, os participantes apresentaram, em média, um ganho de cerca de 0,45 kg (uma libra) e um ligeiro aumento na medida da cintura. Além disso, os voluntários passaram mais tempo sentados, embora os níveis de atividade física moderada e vigorosa tenham permanecido praticamente inalterados. Os pesquisadores não detectaram mudanças significativas na massa gorda ou na massa muscular, e o consumo alimentar não foi monitorado, o que torna incerta a causa exata do aumento de peso.
A ginecologista e obstetra Somi Javaid, fundadora da clínica HerMD, em Ohio, que não participou do estudo, comentou à Fox News Digital que o sono desempenha um papel fundamental na regulação do metabolismo. Ela destacou que a privação crônica de sono pode dificultar o controle do peso corporal, especialmente em mulheres durante a menopausa, fase em que os distúrbios do sono se tornam mais frequentes. “Estamos destruindo o sono das mulheres exatamente na fase da vida em que o metabolismo está menos preparado para absorver o impacto, e depois dizemos a elas que comam menos e se exercitem mais”, afirmou Javaid.
A médica lembrou que a American Heart Association incluiu o sono como um dos oito pilares essenciais para a saúde do coração, recomendando que adultos durmam entre sete e nove horas por noite. “O sono curto crônico não é uma peculiaridade do estilo de vida. Precisamos tratar o sono como um sinal vital da saúde”, acrescentou.
Os próprios autores do estudo reconheceram limitações importantes. Eles apontaram que o período de seis semanas pode não ter sido suficiente para detectar alterações significativas na gordura corporal, que geralmente levam mais tempo para se manifestar do que as variações de peso. A amostra relativamente pequena também restringiu a capacidade de comparar resultados entre diferentes subgrupos de participantes. Além disso, algumas medições hormonais foram feitas apenas pela manhã, o que pode não refletir as flutuações que ocorrem ao longo do dia.
A pesquisa reforça a crescente evidência de que o sono insuficiente pode ter consequências metabólicas adversas, mesmo em curto prazo. Embora o ganho de peso observado tenha sido modesto, os autores alertam que a repetição desse padrão ao longo de meses ou anos pode contribuir para o aumento progressivo do peso e da circunferência abdominal, fatores de risco conhecidos para doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.
O estudo foi publicado em uma edição recente do Annals of Internal Medicine e está disponível para consulta online. A pesquisa foi financiada por instituições acadêmicas e não contou com patrocínio da indústria alimentícia ou farmacêutica.
Especialistas independentes recomendam que pessoas com dificuldades para dormir busquem orientação médica para investigar causas subjacentes, como apneia do sono, estresse ou alterações hormonais. A adoção de uma rotina regular de sono, a redução da exposição a telas antes de dormir e a manutenção de um ambiente fresco e escuro são algumas das estratégias sugeridas para melhorar a qualidade do descanso.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/health/skipping-sleep-may-pack-pounds-faster-than-you-think-new-study-finds.
Fonte: Fox News.
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2026-07-26 17:41:00

