Presidente da FEE alerta para socialismo da crise do custo de vida e defesa do livre mercado

Presidente da FEE alerta para socialismo da crise do custo de vida e defesa do livre mercado
Fonte da imagem: The Verge (AP)

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O presidente da Foundation for Economic Education (FEE), o think tank de livre mercado mais antigo dos Estados Unidos, Diogo Costa, afirmou que a verdadeira ameaça à prosperidade não é a disrupção tecnológica, mas o retorno de más ideias econômicas. Em entrevista à Fox News Digital durante o Freedom Fest, em Las Vegas, Costa defendeu que a educação econômica é o antídoto para o que chamou de ‘socialismo da crise do custo de vida’, que estaria seduzindo a Geração Z.

Costa argumenta que o maior desafio atual são as diferentes formas como a ‘antieconomia’ reaparece. Desta vez, segundo ele, o fenômeno se manifesta como um novo tipo de socialismo, focado na crise de acessibilidade. ‘Ao longo do século 20, tivemos diferentes sabores de socialismo: socialismo sindical, socialismo ambiental, socialismo antiglobalização. Agora vemos este socialismo do custo de vida, socialismo da crise do custo de vida’, disse.

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Fonte da imagem: Fox News (iStock)

O presidente da FEE observou que, embora os jovens saibam que estão melhor em uma economia de mercado, eles ainda desejam intervenção estatal pesada quando acreditam que isso os beneficia. ‘Os jovens querem viver em uma economia de mercado. Não querem se mudar para a Venezuela ou Cuba, mas querem controle de preços em tudo. Querem congelar aluguéis, querem passagens de ônibus gratuitas, querem que os supermercados sejam administrados pelo governo ou tenham preços controlados de alguma forma’, afirmou. Para Costa, esse fenômeno não se restringe a Nova York ou Califórnia, mas é global.

Costa citou Leonard Read, fundador da FEE, para lembrar que a economia está sempre a uma geração de distância de transformar prosperidade em pobreza. ‘As boas ideias precisam ser recicladas, reformuladas, e este é um desafio que temos agora: a ascensão desse socialismo da acessibilidade da Geração Z’, disse.

O economista também destacou que, embora a tecnologia produzida por economias de mercado vibrantes tenha potencial incrível, a base ideológica do capitalismo está sob ataque como nunca antes. ‘Estamos em uma era de ouro para a tecnologia, não necessariamente para as ideias por trás dela. As ideias por trás da economia de mercado não são bem compreendidas. Quando se fala em IA, as pessoas pensam que todos os empregos vão acabar, que a humanidade está à beira da extinção’, afirmou. Para ele, há muito pessimismo ao mesmo tempo que surgem tecnologias maravilhosas, e faltam as ideias que ajudam a explicar e trabalhar com a tecnologia.

Costa, que estudou a Escola Austríaca de Economia, separa o poder econômico do livre-mercado de seu poder cultural. Citando Joseph Schumpeter, disse que o capitalismo seria economicamente poderoso e culturalmente fraco, pois as empresas fazem coisas incríveis, mas o sistema torna as coisas mais abstratas, fazendo com que as pessoas deixem de ver como fazem parte dessa complexidade. ‘Por isso, na FEE, às vezes voltamos ao lápis. Perguntamos às pessoas: “Você entende como um lápis é feito?” Porque se você vê a complexidade, a rede, o maravilhoso sistema de mercado em torno da fabricação de um único lápis, começa a entender como faz parte dessa complexidade e se beneficia dela’, explicou.

A experiência pessoal de Costa, que cresceu no Brasil durante os anos 1990, foi crucial para moldar sua visão sobre políticas e a necessidade de educação econômica. ‘Cresci em um país que teve hiperinflação. Quando eu tinha 10, 11 anos, a inflação anual estava acima de 1.000%, 1.200%, 1.300%. Isso significava que os preços mudavam literalmente todos os dias. É difícil entender que, se você vive em uma sociedade tão caótica economicamente, toda a sua vida é projetada em torno desses problemas’, relatou.

Costa descreveu como, quando criança, ia ao supermercado com uma nota de 1.000 cruzeiros para comprar um saco de batatas fritas e precisava chegar antes que o etiquetador começasse a mudar os preços. Seus pais transformaram um quarto da casa em despensa porque, ao receberem o salário, a primeira coisa que faziam era ir ao supermercado e comprar tudo o que podiam. ‘Sua vida começa a ser projetada em torno desses grandes problemas. E isso é algo que algumas pessoas consideram garantido’, disse.

Além da hiperinflação, Costa testemunhou os efeitos de um sistema econômico fundamentalmente protecionista. ‘Quando eu era menino, no início dos anos 1990, queria videogames. O Brasil tinha protecionismo estrito. Eu podia comprar videogames falsificados, mas não conseguia o original. E isso era algo que as pessoas agora consideram garantido, mas era assim que a economia brasileira estava sendo moldada’, afirmou.

Costa citou Milton Friedman, que dizia que a humanidade nunca aprende economia como espécie, mas sim como indivíduos ou gerações. ‘Agora que não vivemos mais sob hiperinflação, as pessoas esquecem como era; agora que não vivemos mais sob hiperprotecionismo, as pessoas esquecem como era. É muito fácil derivar para a inflação, para o protecionismo, para a antieconomia, e a economia precisa ser reensinada a cada geração’, concluiu.

Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/leading-economist-warns-rise-gen-z-affordability-socialism.

Fonte: Fox News.

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2026-07-28 17:50:00

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