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O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira, em votação estritamente partidária, o advogado Jay Clayton como o novo Diretor de Inteligência Nacional (DNI), substituindo a ex-deputada Tulsi Gabbard. A aprovação ocorreu apesar da forte oposição dos democratas, que criticaram a falta de experiência do indicado e alertaram para os riscos de politização do cargo. Clayton, que no ano passado foi indicado para ser o principal promotor de Manhattan, agora assume o comando das 18 agências de inteligência americanas.
A confirmação de Clayton era vista como uma peça-chave para destravar o impasse em torno da renovação da Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA), um instrumento considerado vital para a segurança nacional. O programa, que expirou no mês passado após a nomeação interina de Bill Pulte como DNI, permite ao governo coletar inteligência sobre estrangeiros no exterior que utilizam sistemas de comunicação dos EUA. A ferramenta também é usada para interceptar comunicações de americanos que estejam em contato com suspeitos estrangeiros, o que gerou preocupações entre defensores da privacidade de ambos os partidos.
A nomeação de Pulte, que acumulava o cargo de diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional (FHFA), gerou forte reação dos democratas. Eles temiam que Pulte pudesse usar as agências de inteligência para fins políticos ou até mesmo tentar desmantelá-las, e passaram a exigir a nomeação imediata de um substituto permanente e experiente. No entanto, quando a indicação de Clayton chegou ao plenário, os democratas votaram contra, mantendo a posição de que o indicado não possui qualificação para a função.
O senador Adam Schiff, democrata da Califórnia, declarou que a confirmação de um nome “inexperiente e desqualificado” para um posto de tamanha importância para a segurança nacional só torna os americanos “menos seguros”. A declaração reflete o tom do debate na comissão de inteligência, onde apenas os republicanos votaram para enviar a indicação ao plenário.
Apesar da confirmação, a renovação da Seção 702 continua travada. O senador Mark Warner, democrata da Virgínia e membro graduado do Comitê de Inteligência, afirmou que não há pressão imediata para reautorizar a FISA, uma vez que as empresas de comunicação continuam cooperando voluntariamente. “Não temos a pressão de tempo imediata porque os provedores de comunicação ainda estão cooperando”, disse Warner.
Antes do prazo de reautorização, havia divergências entre os parlamentares sobre o que aconteceria se o programa expirasse completamente. Alguns argumentavam que a coleta de inteligência continuaria de forma gradual, já que os tribunais da FISA autorizaram a continuidade até 2027. Outros temiam que gigantes de tecnologia, como o Google, ignorassem os acordos sem uma autorização explícita do Congresso. Até o momento, segundo Warner, esse cenário não se concretizou.
O porta-voz do presidente do Comitê de Inteligência do Senado, o republicano Tom Cotton, do Arkansas, afirmou que os democratas se recusaram a aprovar um projeto bipartidário de FISA até que um novo DNI fosse confirmado. “Agora que Jay Clayton foi confirmado, é hora de pararem de fazer política com a segurança nacional e darem os votos necessários para fornecer à nossa comunidade de inteligência as ferramentas de que precisa para manter este país seguro”, disse o porta-voz.
Com a confirmação de Clayton, o caminho para a reautorização da Seção 702 permanece incerto. O calendário do Senado é apertado: a casa deve deixar Washington após a primeira semana de agosto e só retornar no início de setembro. A partir daí, a prioridade do líder da maioria, John Thune, será evitar o fechamento do governo. A situação deixa Clayton e a comunidade de inteligência em uma posição nebulosa para os próximos meses, sem uma solução clara para o impasse que envolve uma das ferramentas antiterrorismo mais importantes do país.
Leia mais aqui em inglês: https://www.foxnews.com/politics/dems-reject-trumps-top-spy-pick-demanding-replacement.
Fonte: Fox News.
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2026-07-28 20:14:00


