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O estado do Rio de Janeiro confirmou um caso de sarampo, em um menino de seis anos, morador de Itaboraí. Ele começou a ter sintomas em outubro do ano passado, mas após ações de vigilância e investigação, foi descartada a possibilidade de surto. Isso porque, ao longo de 120 dias, nenhum outro caso foi confirmado no município.
O menino não tinha histórico de viagem, nem de contatos com casos suspeitos, e não foi possível identificar a fonte da infecção. O protocolo recomendado foi realizado, com isolamento do paciente e vacinação de emergência em todas as pessoas com quem ele teve contato. Além disso, a comunidade foi monitorada para garantir que a doença não fosse transmitida.
A criança tinha recebido as duas doses da vacina tríplice viral, que protegem contra o sarampo e outras doenças. De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, 2% dos vacinados podem não desenvolver imunidade por características do seu próprio organismo.
Há ainda outros fatores que podem diminuir a eficácia da vacina, como o transporte ou o armazenamento inadequados. Contudo, Flávia enfatiza que o caso demonstra a eficácia da vacinação.
Ainda de acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, mesmo que a vacina não consiga impedir a infecção, pode evitar que a doença evolua.
A vacina tríplice viral também protege contra caxumba e rubéola. Segundo o calendário básico do Sistema Único de Saúde, ela é aplicada em duas doses, aos 12 e aos 15 meses de idade. Mas, crianças mais velhas e adultos que não tenham certeza se foram imunizados, também devem receber a vacina, que só é contraindicada a gestantes.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a vacinação no país está acima da meta de 95% na primeira dose, mas cai para apenas 81,09%, na segunda.
liliane.farias , .
Fonte: Agencia brasil EBC..
Fri, 28 Feb 2025 18:34:40 +0000
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