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	<title>Arquivo de A Cor do Meio - WeekNews</title>
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		<title>TV Brasil investiga a construção da identidade parda em nova edição do Caminhos da Reportagem</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:14:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte da imagem: Agência Brasil A TV Brasil exibe nesta segunda-feira (31), às 23h, uma nova edição do programa Caminhos da Reportagem, que investiga a construção da identidade parda no Brasil e a presença dessas pessoas na sociedade contemporânea. Intitulada &#8216;A Cor do Meio&#8217;, a atração conta com entrevistas de especialistas, acadêmicos e pessoas comuns para discutir o tema. De acordo com o Censo de 2022, mais de 90 milhões de brasileiros se declararam pardos, o que equivale a quatro ou cinco em cada dez pessoas. A região Norte concentra a maior proporção de pardos (67,2%) e também de indígenas (45%). O professor Gersem Baniwa, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, explica que muitos indígenas acabam adotando a identidade parda como forma de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure class="weeknews-ai-media" style="margin:24px 0;max-width:100%;clear:both;"><img loading="lazy" style="max-width:100%;height:auto;display:block;" src="https://weeknews.online/wp-content/uploads/2026/08/alunos-aprendem-sobre-cultura-e-ancestralidade-no-plantio-do-baoba-1024x512.jpg" alt="TV Brasil investiga a construção da identidade parda em nova edição do Caminhos da Reportagem" decoding="async"><figcaption class="weeknews-ai-credit" style="font-size:13px;line-height:1.45;margin-top:8px;color:#666;text-align:center;">Fonte da imagem: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-08/caminhos-da-reportagem-aborda-construcao-da-identidade-parda" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a></figcaption></figure>
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<p>A TV Brasil exibe nesta segunda-feira (31), às 23h, uma nova edição do programa Caminhos da Reportagem, que investiga a construção da identidade parda no Brasil e a presença dessas pessoas na sociedade contemporânea. Intitulada &#8216;A Cor do Meio&#8217;, a atração conta com entrevistas de especialistas, acadêmicos e pessoas comuns para discutir o tema.</p>
<p>De acordo com o Censo de 2022, mais de 90 milhões de brasileiros se declararam pardos, o que equivale a quatro ou cinco em cada dez pessoas. A região Norte concentra a maior proporção de pardos (67,2%) e também de indígenas (45%). O professor Gersem Baniwa, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, explica que muitos indígenas acabam adotando a identidade parda como forma de sobrevivência, para evitar opressões e massacres.</p>
<p>O filósofo e líder indígena Ailton Krenak, por sua vez, classifica a invenção do pardo como um &#8216;truque colonial&#8217;. Para ele, a disputa histórica sobre quem é pardo, preto, branco ou indígena é política, e os indígenas, ao não participarem dela, perderam espaço e passaram a ser chamados de pardos, o que impediria a reivindicação de territórios.</p>
<p>A reportagem também aborda desigualdades educacionais: pretos e pardos são três em cada cinco brasileiros que abandonam os estudos antes do ensino superior. As ações afirmativas, como as cotas raciais, têm contribuído para mudar esse cenário. A assistente social Luiza Carvalho, que concluiu recentemente o doutorado, relata ter enfrentado preconceito desde a infância, com orientações para &#8216;prender o nariz&#8217; ou evitar alimentos que &#8216;escurecessem&#8217; a pele. Ela afirma que foi a única pessoa negra em sua seleção de doutorado e quase desistiu.</p>
<p>Helio Santos, presidente do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais, defende que as políticas afirmativas sejam inclusivas, destacando que, entre os afro-brasileiros, 82% são pardos e 18% são pretos. A historiadora Ana Flávia Magalhães aponta que a categoria parda foi criada para esvaziar a contribuição africana e indígena, e que o racismo persiste no país por meio de um &#8216;pacto de silêncio&#8217;.</p>
<p>O programa também mostra o caso do pesquisador Gustavo Amora, que recorreu à Justiça após ter sua autodeclaração de pardo rejeitada em uma banca de heteroidentificação para concurso público. Ele venceu a causa, mas ainda aguarda a nomeação. A mobilização de cerca de 150 pessoas em situação semelhante pressionou por mudanças nos critérios de avaliação.</p>
<p>A educação é apresentada como ferramenta de transformação. Uma escola pública de Ceilândia, no Distrito Federal, trabalha conteúdos antirracistas durante todo o ano, com base na Lei 10.639. A orientadora educacional Eliane dos Santos ressalta que a lei existe há mais de 20 anos e defende ações efetivas. A aluna Ana Luisa Souza, de 10 anos, diz que aprendeu a valorizar a própria cor e a respeitar a diversidade.</p>
<p>Análise WeekNews: A edição do Caminhos da Reportagem evidencia que a identidade parda é um fenômeno complexo, atravessado por questões históricas, políticas e sociais. Os dados do Censo e os depoimentos reunidos pelo programa sugerem que a categoria parda, embora majoritária no país, ainda enfrenta desafios de reconhecimento e representatividade, especialmente em espaços de poder e decisão. A discussão sobre cotas e heteroidentificação, presente na reportagem, tende a permanecer no centro do debate público brasileiro.</p>
<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-08/caminhos-da-reportagem-aborda-construcao-da-identidade-parda" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Agência Brasil</a>.</p>

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